Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A educação financeira passará a integrar a educação básica da rede pública municipal de Manaus como política pública permanente. A medida está prevista na Lei nº 615/2025, publicada no Diário Oficial da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que institui o Programa Municipal de Educação para o Consumo nas escolas da capital.
A iniciativa amplia o alcance de um tema que, historicamente, era abordado apenas entre jovens e adultos, levando noções de consumo consciente e planejamento financeiro para os primeiros anos da vida escolar. Entre os conteúdos previstos estão conceitos básicos de preços, planejamento de gastos, orçamento pessoal e familiar, formas de pagamento, sustentabilidade, além de orientações sobre golpes digitais, publicidade enganosa e práticas abusivas de mercado.
Para o consultor financeiro Alon Hans, a inclusão do tema na educação básica representa um avanço estrutural.
“Levar educação financeira para a escola é atuar na raiz do problema, e não apenas lidar com as consequências na vida adulta. A lei aborda temas atuais, alinhados à realidade das famílias, em um cenário em que a inadimplência atinge níveis alarmantes no Amazonas”, avaliou em entrevista ao Portal Rios de Notícias, nesta segunda-feira, 5/1.

A legislação também prevê a realização de atividades extracurriculares, como oficinas e palestras com especialistas, além de parcerias com órgãos como o Procon Municipal e Estadual, Ministério Público, Defensoria Pública, instituições financeiras e universidades. O uso de materiais didáticos acessíveis, aplicativos, mídias digitais e jogos educativos deve tornar o aprendizado mais dinâmico e próximo da realidade dos estudantes.
Segundo Alon Hans, a proposta funciona como uma ferramenta de proteção social, ao estimular desde cedo hábitos financeiros mais conscientes.
“Na prática, a educação financeira ajuda a prevenir problemas que hoje geram altos custos para o Estado, para as famílias e para as empresas, como a inadimplência, que atinge patamares preocupantes no Amazonas”, destacou.
A lei foi proposta pelo vereador Paulo Tyrone e agora aguarda regulamentação pelo Executivo municipal, que tem prazo de 90 dias para definir os critérios pedagógicos e orçamentários para a implementação do programa nas unidades de ensino da capital.






