Redação Rios
MANAUS (AM) – A Justiça do Amazonas condenou Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira por 56 homicídios consumados, uma tentativa de homicídio, tortura, vilipêndio de cadáver e participação em organização criminosa. As condenações fazem parte do primeiro julgamento relacionado ao Massacre do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), ocorrido em 2017, considerado o mais grave da história do sistema prisional do Estado.
O julgamento foi realizado na noite do último sábado, 13/12, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em Manaus, mais de sete anos após o episódio que deixou dezenas de mortos dentro da unidade prisional. A acusação foi sustentada por uma força-tarefa do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), criada em razão da complexidade e do impacto social do caso.
Atuaram no julgamento os promotores de Justiça Leonardo Tupinanbá do Valle, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Caocrimo-Gaeco), Márcio Pereira de Mello, Lilian Nara Almeida e Thiago de Melo Roberto Freire. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo a responsabilidade criminal dos réus por todos os crimes atribuídos.
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Tupinanbá, o Massacre do Compaj é o maior já registrado no Amazonas e o segundo maior do país. Ele destacou que este julgamento inaugura uma série de processos sobre o caso. “Este é apenas o primeiro capítulo. O Ministério Público seguirá atuando para responsabilizar todos os envolvidos, inclusive líderes e autores intelectuais”, afirmou.
*Com informações da Assessoria






