Júnior Almeida – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – O deputado federal Adilson Barroso (PL-SP) assumiu oficialmente o cargo nesta segunda-feira, 15/12, após Carla Zambelli (PL-SP) renunciar à cadeira. A perda do mandato de Zambelli foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, a ex-deputada cumpre prisão na Itália.
Barroso foi comunicado da efetivação no domingo, 14, e teve o termo de posse assinado de forma digital. A cerimônia tradicional foi dispensada, já que ele não é novato na Casa e já havia passado pelo rito em outras ocasiões.
Natural de Minas Gerais, Adilson Barroso é filiado ao Partido Liberal (PL) de São Paulo e é o primeiro suplente do partido no estado, por ter recebido mais de 62 mil votos nas eleições de 2022. Nas redes sociais, se define como conservador, bolsonarista e”amigo de Bolsonaro”.


Essa não é a primeira vez que Barroso assume um mandato em Brasília. Em 2023, ele ocupou a vaga de Guilherme Derrite, que se licenciou para comandar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Com o retorno de Derrite à Câmara, Barroso voltou à suplência.
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Carreira política em São Paulo
Antes disso, ele construiu carreira política no interior paulista. Foi vereador e vice-prefeito do município de Barrinha, deputado estadual por São Paulo e também um dos fundadores do antigo Partido Ecológico Nacional (PEN), que mais tarde virou o Patriota.
Barroso deixou o Patriota em 2021, após ser afastado da presidência da sigla, e se filiou ao PL. No ano seguinte, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e ficou como suplente, posição que agora o levou novamente ao mandato.
Renúncia de Zambelli
A renúncia de Carla Zambelli foi apresentada no domingo, ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A saída dela veio depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a perda imediata do mandato.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão, acusada de comandar a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença transitou em julgado em junho, sem possibilidade de recurso, o que, segundo o Supremo, tornava automática a perda do cargo.
Mesmo assim, na semana passada, a Câmara ainda chegou a votar a cassação do mandato da deputada, mas o processo foi rejeitado por falta de votos. Para Moraes, a votação violou a Constituição, já que a Casa deveria apenas declarar a perda do mandato.






