Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Familiares e amigos de Benício Xavier de Freitas, de seis anos, realizaram uma manifestação nesta segunda-feira, 1º/12, em frente ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), em Manaus.
O grupo pediu justiça e responsabilização pelos erros que levaram à morte do menino após a aplicação incorreta de adrenalina no Hospital Santa Júlia, no Centro. A médica Juliana Brasil, investigada pela morte do garoto, recebeu habeas corpus da Justiça do Amazonas.
Nesta manhã, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS mostrou o protesto, que reuniu parentes, colegas e amigos dos pais da criança clamando por respostas e ações concretas sobre o caso. Cartazes, faixas e balões foram erguidos em homenagem ao menino.
Em coletiva de imprensa no local, a família afirma que Benício morreu após receber uma dosagem errada de adrenalina durante o atendimento entre os dias 23 e 24 de novembro. A mãe, Joyce Freitas, diz que a família enfrenta um luto profundo.

Leia também: Caso Benício: prints revelam desespero de médica após erro que levou à morte de menino em Manaus
Segundo ela, desde o início do atendimento, a médica teria demonstrado despreparo e falta de ação diante da reação do menino à medicação. Joyce afirmou que não houve “acordo” para a aplicação da adrenalina na veia, como alegado pela profissional.

Ela explicou que a decisão foi tomada de forma rápida e sem explicação técnica, e que sempre ouviu dos médicos anteriores que o medicamento deveria ser administrado por inalação.
A mãe ainda criticou a postura da profissional e citou os prints que circulam nas redes sociais e mostram a médica conversando com outro profissional e relatando um possível erro médico. “Enquanto meu filho estava lá, lutando pela vida, ela estava no celular. Isso machuca muito. Dói saber que ele poderia ter sido salvo”, desabafou.

Ela ainda questionou falhas estruturais no hospital, apontando ausência de farmacêutico e outros profissionais para conferir procedimentos. “Foi um erro atrás do outro. Quero que meu filho não seja só mais um caso. Que ninguém mais passe por essa dor”, acrescentou.
O pai, Bruno Freitas, afirmou que a morte do filho “destruiu a família” e expressou revolta com a situação. “Meu filho saiu de casa andando e conversando, e voltou dentro de um caixão. Isso não pode ficar impune”, disse.
Ele ressaltou que não houve autorização para a aplicação da adrenalina na veia. “Ninguém perguntou nada pra gente. Se tivessem explicado o risco, jamais teríamos permitido. Foi uma decisão tomada sem cautela, sem cuidado”, declarou.
*Com colaboração de Gabriel Lopes e Caio Silva












