Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O recente resgate de uma onça-pintada ferida no Rio Negro traz à tona a discussão sobre a preservação do maior felino das Américas.
Para debater os desafios da conservação da espécie, será realizada a Semana da Onça-Pintada, organizada pelo Laboratório de Interações Fauna e Floresta (Laiff), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Observatório de Imprensa Avistamentos e Ataques de Onças (OIAA). O evento contará com apoio do Centro Universitário Fametro e do Zoológico do Tropical Hotel Amazônia.
A programação será totalmente on-line, aberta ao público e transmitida pelo Instagram, entre os dias 28 de novembro a 3 de dezembro, sempre às 20h, nos perfis @laiff_ufam e @oiaaonca, e busca ampliar o diálogo sobre a presença da onça na Amazônia, os desafios de sua conservação e a convivência entre comunidades, pesquisadores e fauna silvestre.
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Durante os dias de programação, pesquisadores vão explicar comportamentos do animal, mitos e verdades sobre a espécie, riscos, medidas de prevenção e também os impactos humanos sobre os habitats do felino. A proposta é aproximar o conhecimento científico da rotina de quem vive em áreas de floresta e de quem acompanha de longe o tema.
Um dos destaques é a participação do pesquisador Rogério Fonseca, referência nacional no estudo das onças-pintadas e coordenador do Laiff, que reforça a importância do evento.

“Essa Semana da Onça-Pintada é alusiva ao dia nacional da espécie, comemorado no dia 29. A programação começa neste dia 28 e segue até o dia 4 de dezembro justamente para entrar no último mês do ano falando sobre onça-pintada para toda a população amazonense”, explicou Rogério.
Ele destaca que o tema voltou ao centro do debate após casos recentes envolvendo o felino, como o da onça resgatada no Rio Negro, após levar um tiro no rosto durante um possível ataque de armadilha.
O felino foi devolvido à natureza e o caso repercutiu nacionalmente. “Um dos palestrantes vai tratar especificamente desse caso, que é o biólogo Amaral, que cuidou desse animal durante 39 dias”, afirmou.
Rogério reforça que o propósito central do evento é levar ciência para quem vive a realidade da floresta. “Nosso objetivo principal é difundir conhecimento científico aplicado. A sociedade quer ver a universidade promovendo ações junto com ela, e é isso que fazemos”, destacou.






