Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A médica e a técnica de enfermagem responsáveis pela aplicação do medicamento que antecedeu a morte de Benício Xavier Freitas, de seis anos, continuam afastadas de suas funções, informou o Hospital Santa Júlia em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, 26/11. A decisão foi mantida mesmo após a conclusão das investigações internas conduzidas pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente.
Segundo o hospital, o afastamento foi adotado ainda durante o processo de apuração e seguirá vigente até que todas as circunstâncias do atendimento sejam esclarecidas. A instituição afirmou que todos os dados coletados serão encaminhados às autoridades competentes e apresentados à família da criança.
O hospital privado declarou ainda que pretende conduzir o caso com total transparência e reforçou que vem oferecendo suporte aos familiares.
“Seguimos comprometidos com a segurança do paciente, a ética e a responsabilidade assistencial que orientam a atuação da instituição. Sabemos da gravidade e sensibilidade do caso. A instituição reconhece a dor da família e da sociedade, e trabalha com seriedade e transparência, guiada pela responsabilidade técnica, pelo respeito e pelo compromisso com a segurança do paciente”, diz um trecho da nota.
Investigação policial
A morte de Benício, ocorrida no domingo, 23, também está sendo investigada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A polícia apura se houve falha no atendimento e a possível ocorrência de erro médico.
Em entrevista a uma emissora local, a mãe do menino, Joyce Xavier, contou que o filho apresentava tosse intensa e havia tido dois episódios de febre. Diante da preocupação, levou-o ao pronto atendimento do Santa Júlia.
Ela relatou que questionou a médica sobre a nebulização com adrenalina, procedimento que o menino já havia realizado anteriormente, mas foi informada de que a prescrição era de adrenalina intravenosa.
“Eu falei: ‘Mas o Benício nunca fez na veia, ele sempre fez inalação’. E ela respondeu: ‘Eu também nunca apliquei na veia, mas está aqui na prescrição médica’, e me mostrou que a médica havia pedido adrenalina intravenosa”, relatou.
Segundo a mãe, Benício foi levado para a sala de emergência, monitorado e recebeu soro. Enquanto aguardava uma vaga na UTI, foi entubado, mas não resistiu.






