Caio Silva – Rios de Notícias
JURUÁ (AM) – Uma adolescente indígena de 12 anos, pertencente à etnia Kulina, foi vítima de um estupro coletivo na comunidade Mapiranga, localizada na região do Juruá, no interior do Amazonas.
Ao tomar conhecimento da grave ocorrência, a Polícia Civil do Amazonas acionou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e deu início aos procedimentos investigativos.
Nesta quarta-feira, 26/11, uma força-tarefa composta por equipes da Polícia Civil, Polícia Militar do Amazonas, Guarda Municipal Comunitária (GMC), Conselho Tutelar e representantes da Funai se dirigiu ao local. As investigações sobre o caso seguem em andamento.
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O delegado Paulo Mavignier, em suas redes sociais, destacou a mobilização do delegado Célio Lima, que organizou equipes da Polícia Civil, com o apoio da PM e GCM, para resgatar a vítima, realizar a coleta de provas e identificar os envolvidos no crime.
Indignação e repúdio
O delegado Mavignier expressou a indignação afirmando a posição de “tolerância zero” contra a violência direcionada a mulheres e crianças, seja em áreas urbanas, rurais ou em territórios indígenas. Ele enfatizou que “cultura nenhuma justifica brutalidade e nem justifica abuso”.
“Eles filmaram e, enquanto a vítima gritava implorando por socorro, eles riam. As imagens são tão fortes que eu como policial e como pai fiquei extremamente abalado e revoltado. O que foi feito com essa criança é inaceitável. É uma afronta à dignidade humana”, ressaltou o delegado.
A irmã da vítima, identificada nas redes sociais como Patricia Saboya, clamou por justiça e a prisão de todos os envolvidos no abuso sexual. “Eles têm que pagar pelo que eles fizeram, isso não vai ficar assim e eu não vou me calar, jamais. Jamais vou me calar diante desse absurdo que aconteceu com a minha irmã”, declarou.
Denúncia e Medidas Legais
A Polícia Civil do Amazonas informou que o Conselho Tutelar comunicou todas as autoridades após receber vídeos que mostravam a prática do crime.
O Conselho Tutelar de Juruá relatou que, por volta das 11h desta terça-feira, 25, recebeu a denúncia do grave caso de abuso sexual coletivo. A genitora da criança afirmou não saber a data exata do ocorrido.
O caso foi imediatamente encaminhado à Delegacia da Polícia Civil do Amazonas, onde o delegado Célio Lima instaurou inquérito e iniciou os preparativos para uma operação de resgate da vítima, que se encontra em uma comunidade da região.

De acordo com o Conselho Tutelar, oito adolescentes indígenas da mesma etnia foram identificados como suspeitos. Devido à complexidade logística da operação, diversos órgãos iniciaram uma missão conjunta para o resgate da criança e a adoção das medidas legais cabíveis.
O órgão também fez um apelo urgente à população para que não compartilhe o vídeo relacionado ao caso e solicitou que quem estiver de posse do conteúdo o apague imediatamente, pois a sua divulgação se configura como crime.






