Redação Rios
MANAUS (AM) – Entre janeiro e outubro, as forças de segurança do estado do Amazonas apreenderam mais de 38,1 toneladas de drogas em operações integradas. Dados do Ministério da Justiça mostram que o estado teve o 6º melhor desempenho do Brasil e lidera o ranking da Região Norte.
O secretário de Segurança, coronel Vinícius Almeida, reforça que o estado se destaca porque “tem atuado de forma intensa, com operações diárias em rios, estradas e áreas de mata”. Ele lembra que a geografia é difícil, mas virou estratégia: “transformamos esse desafio em presença firme nas rotas usadas pelo narcotráfico”.
A Polícia Militar foi responsável pela maior apreensão da história do Amazonas: 6,5 toneladas apreendidas pela Companhia de Operações Especiais (COE) em junho, perto de Manacapuru (a 93 km de Manaus).

Foto da maior apreensão de drogas do estado em Manacapuru – (Fotos: Divulgação/SSP-AM)
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A maior parte das apreensões ocorreu no interior. Bases fluviais como Arpão, Tiradentes e Paulo Pinto Nery reforçam o bloqueio das principais rotas. As equipes também atuam com lanchas blindadas e armas de alto calibre para enfrentar criminosos em áreas remotas e próximas à fronteira.
Segundo o comandante-geral Klinger Paiva, que a PMAM já tirou de circulação 24,5 toneladas só em 2025 mais do que todo o ano passado. Ele destaca que as ações integram várias forças e que “os números refletem esse planejamento estratégico”.
Para o secretário Vinícius, o desafio geográfico exige preparo e investimento: “Aqui, nossas estradas são rios e o crime tenta se aproveitar dessas características”. Ele afirma que o Estado tem investido em tecnologia e logística para manter presença efetiva no território. “Quando o Estado se faz presente, o crime perde espaço”, concluiu.
A Polícia Civil também ampliou investigações. O Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) apreendeu 16 quilos de cocaína e 34 de cocaína negra em uma mansão na Ponta Negra.
O delegado-geral Bruno Fraga afirma que a corporação retirou 11 toneladas do tráfico este ano, causando um prejuízo de R$ 398 milhões ao crime organizado. Sobre o caso da cocaína negra, ele diz que o valor do carregamento “pode chegar a ser até dez vezes superior ao da cocaína comum” e que seria enviado para outros países.
*Com informações da Secretária de Segurança Pública do Amazonas






