Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os professores da rede municipal de Manaus encerraram, nesta sexta-feira, 21/11, a greve que durou oito dias, após a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 8/2025, que altera pontos da reforma da previdência.
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) informou que, a partir de segunda-feira, 24, os professores retornarão aos seus locais de trabalho em todos os turnos. A categoria, porém, permanecerá em “estado de greve”, com o objetivo de manter a mobilização por outras pautas, como condições de trabalho, direitos dos profissionais e problemas enfrentados em sala de aula.
“O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus vem a público notificar a sociedade manauara que a categoria do Magistério deliberou por unanimidade, em Assembleia Geral Extraordinária, o encerramento da greve que acontecia na categoria”, diz trecho da nota.
O sindicato também afirmou que os dias parados deverão ser repostos para que os alunos não sejam prejudicados com a suspensão das aulas. A Asprom ainda destacou que ingressará na Justiça para buscar a anulação da lei aprovada.
Mudanças na previdência
A greve foi deflagrada em protesto à reforma da previdência dos servidores públicos municipais. O projeto de lei altera a idade mínima e o tempo de serviço para aposentadoria de quem ingressou no serviço público após 31 de dezembro de 2003. Os professores têm chamado o projeto de “PL da Morte”.
O prefeito David Almeida (Avante) afirma que a mudança é necessária para garantir o pagamento de segurados nos próximos anos. Já os trabalhadores alegam que a reforma traz prejuízos aos servidores, especialmente aos que já estavam próximos de se aposentar.
O PLC foi aprovado na segunda-feira, 17, com 28 votos favoráveis e dez contrários, na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A proposta vinha sendo debatida desde setembro.
Na quarta-feira, 19, mesmo sob protestos, o prefeito David Almeida sancionou a lei, o que levou os professores a realizarem uma manifestação no Complexo Turístico da Ponta Negra, na zona Oeste da capital amazonense. Já nesta quinta-feira, 20, a categoria voltou às ruas para protestar contra a sanção da reforma.

Durante o ato, ao menos dez professores relataram agressões por parte de agentes da Prefeitura de Manaus. Em nota, o município negou que tenha havido violência, uso de spray de pimenta ou qualquer tipo de contato físico por parte de servidores ou membros da Guarda Municipal.












