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Vício em telas cresce entre jovens e já afeta atenção, memória e rotina

Relatos pessoais e análise clínica mostram como o uso excessivo de celulares, redes sociais e até da inteligência artificial está redesenhando hábitos e acelerando a mente

19 de novembro de 2025
em Especiais
Tempo de leitura: 9 min
vicio-telas

Brasil é o 2º país do mundo onde as pessoas passam mais tempo diante de telas (Arte: Abraão Torres/Rios de Notícias)

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Júnior Almeida – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – “Parece que sem o estímulo do celular o nosso cérebro não ‘anda com as próprias pernas’”. O relato é do estudante Gabriel Freitas, de 23 anos, que passa grande parte do dia entre o computador das aulas online e o celular das redes sociais. Segundo o jovem, a rotina está cercada entre notificações e uma sensação crescente de ansiedade quando tenta se desconectar.

“Toda hora é um estímulo, toda hora uma notificação. Quando fico sem esse estímulo, como é que tu faz? Às vezes parece que o cérebro não consegue imaginar nada sozinho, porque tá sempre recebendo conteúdo da tela. Ficar sem, já me causa incômodo, me gera ansiedade”.

Gabriel Freitas, estudante

O estudante reconhece que o hábito já interfere na própria rotina, quando tenta pega o celular “instintivamente”, interrompe tarefas para ver notificações e nota dificuldade em manter a mente quieta. “Eu tento parar, ir treinar, fazer algo, porque eu percebo que o celular tá me sugando. Mas até tu deixar de pegar o celular automaticamente, leva tempo”.

Leia também: ‘Confundem com intensidade’, diz psicóloga sobre vítimas que voltam atrás em casos de violência doméstica

APP Rios de Notícias APP Rios de Notícias APP Rios de Notícias
Estudante Gabriel Freitas tem 23 anos e fala sobre o vício em telas (Foto: Acervo Pessoal)

A experiência de Gabriel não é um caso isolado, e reflete uma tendência global, no qual o Brasil é o 2º país do mundo onde as pessoas passam mais tempo diante de telas. Segundo dados da plataforma Electronics Hub, são nove horas por dia, o equivalente a 56,6% do tempo acordado.

‘Hiperestimulação silenciosa’

Para a psicóloga Déborah Pacheco, que é colunista do Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a rotina descrita por Gabriel representa um fenômeno cada vez mais comum em clínicas. Segundo a especialista, o problema se trata de uma “hiperestimulação silenciosa”.

“O cérebro passa a funcionar como se estivesse sempre esperando a próxima recompensa rápida. Isso é intensificado pelos vídeos curtos, que treinam o cérebro a saltar de estímulo em estímulo, reduzindo a tolerância ao tédio e enfraquecendo a atenção profunda”.

Deborah Pacheco, psicóloga
Psicóloga Déborah Santos (Foto: João Dejacy/Rios de Notícias)

Na prática, a psicóloga vê jovens que:

  • Não conseguem manter o foco por mais de alguns minutos;
  • Têm dificuldade de ler textos longos;
  • Esquecem tarefas no meio do processo;
  • Perdem a paciência com atividades lentas.

“Quando falamos em ‘podridão cerebral’, não é perda de inteligência, mas o enfraquecimento das vias que sustentam a aprendizagem, a produtividade e a saúde mental”, explica a especialista.

Déborah também observa um novo tipo de impacto: a dependência crescente da inteligência artificial. “A IA é uma ferramenta fantástica. O problema é quando substitui o nosso pensamento, o ato de pensar é uma dádiva que não pode ser quebrada”.

Segundo ela, o uso automático e acrítico da tecnologia tem provocado o “empobrecimento da linguagem, de pessoas que antes escreviam bem passam a depender da IA até para frases simples”, afirma.

A psicóloga alerta que o uso inadequado da Inteligência Artificial aumenta a sensação de incapacidade, frustração e bloqueio mental. “A IA deve apoiar o pensamento humano, não substituí-lo. O cérebro precisa ser ativado”.

Crianças: a geração mais vulnerável ao vício em telas

Os dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, de 2025, reforçam a preocupação e apontam que o uso da internet entre bebês e crianças pequenas mais que quadruplicou em uma década.

  • De 9% para 44% entre crianças de 0 a 2 anos.
  • De 26% para 71% entre 3 e 5 anos.
  • De 41% para 82% entre 6 e 8 anos.

Segundo a psicóloga Déborah, o impacto nessa faixa etária é ainda mais profundo. “Quando uma criança só se acalma com telas, isso não é gosto. É dependência emocional e comportamental”.

Sinais de alerta:

  • Irritabilidade quando o celular é retirado;
  • Dificuldade de brincar sozinhos;
  • Queda no rendimento escolar;
  • Uso de múltiplas telas ao mesmo tempo;
  • Desinteresse por atividades criativas.

Cérebro é capaz de se reorganizar

“Se o cérebro não usa certas funções, ele economiza energia e deixa de desenvolvê-las. É desuso”, destaca Deborah. Mas como recuperar habilidades prejudicadas? A psicóloga explica que há caminhos, e que o cérebro é capaz de se reorganizar.

  1. Dieta digital consciente, com limites de horário, rotina de sono sem telas e nada de vídeos curtos antes de dormir.
  2. Treino de atenção profunda envolvendo leitura sem interrupções, escrita manual, artes e métodos de estudo focados.
  3. Fortalecimento da linguagem, colocando em prática conversas mais longas, argumentação e escrita frequente.
  4. Movimento, sol e natureza. Segundo a profissional, esse é o trio que devolve equilíbrio ao córtex pré-frontal.
  5. Educação emocional digital para entender que tecnologia não pode ser “muleta emocional”.

O caso de Gabriel Freitas sintetiza o que especialistas observam no país inteiro: as telas viraram parte da vida, mas também passaram a dominar a vida. “A gente pega o celular só pra ver se tem alguma novidade. E mesmo quando não tem, tu olha”.

Gabriel tenta estabelecer limites, mas reconhece que ainda luta com o impulso automático. “É como um vício que mexe na rotina, no foco, na cabeça”. O caso do estudante mostra que, cada vez mais, a desconexão virou uma habilidade, talvez a mais difícil, que o cérebro moderno precisa reaprender.

Tags: Deborah PachecoEstudoGabriel FreitasInteligência ArtificialManauspsicólogaUso das redes sociaisVício em Telas

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