Redação Rios
BRASIL – Sendo mais aclamado e esperado do que a última vez que esteve no Brasil, Bruno Mars chegou mostrando para que veio. Sendo altamente aprovado pelo público, o cantor foi o único a ser escalado duas vezes e em dias nobres para a temporada. Bruno é o responsável por receber o maior cachê já pago pelo empresário Roberto Medina e por ser a atração que mais rápido esgotou ingressos.
Com sua personalidade inspirada em outros artistas, Mars carrega uma imagem construída a base de bons ídolos como: Elvis, Michael Jackson , Little Richard e Prince. Ao juntar todas as características icônicas desses artistas, Bruno conseguiu estabelecer uma carreira cheia de sucessos aclamados pelo público. Até mesmo quem não é muito fã, reconhece que Bruno é gigante (e não é pelo tamanho).
Mas não importam as referências, e sim o que se faz com elas. Bruno Mars chegou juntando tudo e entregou um show cheio de estímulos (cores, figurinos, coreografia) e uma musicalidade de muitas faces que poderia confirmá-lo como um ponto evolutivo fora da curva ou como um simulacro validado pela falta de referência histórica de sua plateia. Afinal, quem é Bruno Mars?
Bruno Mars é uma mistura dos melhores, e mais alguns. O show começou com a música 24k Magic, seguindo pela cortina caindo e para as luzes azuis explodindo na plateia. “Tô aqui, São Paulo”, grita duas vezes. E em sgeuida vem Finesse, um R&B de baile old school, elegante e cool, 1970 e 2023.
“Hey, babe, it’s me, Bruninho”, diz ele, levando as 100 mil pessoas presentes a loucura.
Mars usa a estratégia do choque contínuo e incessante, deixando o público animado a todo momento durante pouco mais de uma hora de show. Ele pede que todos batam palmas e faz começar um dos sucessos chamado Treasure.
Em Bilionaire, o cantor se desprende dos ídolos e se torna ele mesmo, performando ao vivo e cantando todos os sucessos que despertaram a nostalgia dos fãs. As músicas oscilavam entre as mais antigas e os seus sucessos mais novos, como Marry You. E isso só ‘atiçou’ ainda mais quem estava na plateia. Runaway Baby, que vem na sequência, é um rock and roll de peso que vira funk e emula outro ídolo, James Brown. Ele dança muito, canta e mantém todos freneticamente animados.
O que não poderia faltar é o instrumento em que Bruno aparece em vários videoclipes, o piano. Mars faz uma série de apresentações com o instrumento, tocando músicas como: Young, Wild and Free, Talking to the Moon, Nothing On You e Leave The Door Open. Faz tudo de forma rápida e concentrada, e consegue a maior conexão com sua plateia. Chega a When I Was Your Man e, comovido pela resposta da plateia, faz a canção inteira.
Após performar os clássicos sucessos de sua carreira, o tecladista de Mars toca ao piano Evidências, conhecida com Chitãozinho e Xororó, e deixa a plateia cantar, do início ao fim. Mars termina sua longa sessão solo e chama a banda de novo para Locked Out of Heaven e Just The Way You Are. Ele volta e finaliza com Uptown Funk.
Bruno Mars provou seu talento puro, e registrou que é um dos melhores artistas de sua geração. Mars conquistou o título de melhor show do The Town.
*Com informações da Agência Estado






