Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador Rodrigo Guedes (PP) afirmou, nesta quinta-feira, 13/11, que ingressará na Justiça contra a tramitação do projeto de lei que altera o regime previdenciário dos servidores municipais. Segundo ele, o processo de votação realizado na Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi “ilegal, imoral e antirregimental”.
A declaração foi feita em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, após o primeiro turno de votação do projeto, que motivou uma greve geral dos professores da rede municipal. A categoria protesta contra o que chama de “PL da Morte”, alegando que a proposta aumenta a idade mínima para aposentadoria e reduz benefícios.
“Três vereadores protocolaram um suposto ofício pedindo vistas para não permitir que a gente pedisse vistas. Só que olha só: o recebido foi uma assinatura com o dia, sem a hora e sem livro de protocolo. Então eu pedi as imagens das câmeras do circuito interno da Câmara para saber se alguém pediu mesmo”, declarou Guedes.
O vereador aponta que durante a votação do projeto não constava no sistema nenhum pedido dos parlamentares. A reportagem teve acesso a um dos documentos assinado pelo vereador Jander Lobato (PSD), que não possui as informações necessárias mencionadas por Guedes.

Rodrigo Guedes disse ainda que vai ingressar com uma ação judicial para suspender a votação do segundo turno do projeto. “Se a Justiça não conceder mandado de segurança, a gente vai precisar da população, dos servidores e das redes sociais para reverter esse resultado”, ressaltou ele.
O projeto da reforma da Previdência municipal foi aprovado em primeiro turno na CMM e deve voltar à pauta nos próximos dias. Enquanto isso, os professores prometem manter a greve até que a proposta seja retirada pelo Executivo.
Greve dos professores
Durante o protesto, os professores exibiram um cartaz com os nomes dos vereadores que votaram a favor da proposta e fizeram gritos contra a gestão do prefeito David Almeida (Avante), com manifestações como “Fora David”. Segundo os servidores, a greve continuará até que o projeto seja retirado ou revisado.
“O prefeito nos levou à greve e os professores vão estar na rua, no calor, na chuva, nas intempérias do dia, podendo estar nas salas de aula se ele não tivesse teimado em aprovar esse projeto de morte humilhando a categoria dos servidores e a categoria dos professores”, afirmou Elma Sampaio, representante da Asprom Sindical.












