Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Trabalhadores terceirizados do setor de serviços gerais denunciaram atrasos salariais e falta de condições adequadas de trabalho nas unidades onde atuam: o Hospital da Criança e o Serviço de Pronto Atendimento (SPA), ambos na zona Sul de Manaus.
Uma funcionária, que preferiu não se identificar, contou ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS que todos os colaboradores da empresa BGreen foram contratados com carteira assinada, mas muitos estão sem receber desde setembro. “Criamos um grupo no WhatsApp com 16 pessoas, e a maioria tem de um a quatro meses de salários atrasados”, afirmou.

Segundo denunciantes, a empresa, que já teria operado com outros nomes, acumula histórico de irregularidades. “Antes se chamava Limpa Mais, agora BGreen. E sempre decretam falência”, disse uma trabalhadora.
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Cobrança sem resposta
Prints enviados ao riosdenoticias.com.br mostram mensagens de funcionárias cobrando o pagamento atrasado e questionando a supervisão da empresa.
“Decidi não ir mais porque nem vale-transporte estavam fornecendo”, disse uma delas.


As mensagens também indicam que o setor de Recursos Humanos não forneceu informações concretas sobre a data de pagamento, informando apenas o desligamento de funcionárias que cobraram seus direitos. Em vídeo enviado à reportagem, uma colaboradora aparece no RH tentando obter explicações.
Falta de materiais e insalubridade
Além do atraso salarial, profissionais relatam que trabalham sem Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e sem materiais básicos. “No SPA, não há luvas nem itens adequados. Recebemos R$ 150 de um rancho. E a insalubridade? Pelo que sei, deveria ser mais de R$ 600, equivalente aos 40% do adicional”, relatou uma funcionária.
Outra ex-colaboradora afirmou que foi demitida após cobrar seus direitos. “Eles estão enganando as pessoas. A gente reclama, exige o salário, e depois demitem. Mandaram a gente embora, falaram que iriam pagar e não pagaram nada até agora”, declarou.
Segundo as denúncias, a situação provoca alta rotatividade. “No Hospital da Criança, não tínhamos EPI. Era só a nossa roupa. Às vezes, eu precisava pedir luva aos enfermeiros”, contou outra trabalhadora.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a empresa BGreen e a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.






