Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-prefeito de Barreirinha e pré-candidato a deputado estadual, Glênio Seixas (União Brasil), defendeu a aprovação imediata do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado do Amazonas, processo que reconhece as potencialidades ecológicas, sociais e econômicas de cada município ou sub-região e estabelece referências para o uso do território, com foco no desenvolvimento sustentável.
Além disso, o ZEE busca integrar políticas públicas e promover parcerias entre os setores público e privado, facilitando a atração de investimentos e a formulação de estratégias de desenvolvimento social e econômico nas cidades envolvidas.
A declaração foi feita durante uma palestra realizada pelo político na sede do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), em Manaus.
Glênio destacou que o ZEE é um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável, capaz de equilibrar crescimento econômico e preservação ambiental.
O pré-candidato à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) lembrou que os estados de Roraima e Rondônia já transformaram seus zoneamentos em lei, o que permitiu avanços nas políticas agrícolas e de fomento sustentável.
“O zoneamento ecológico-econômico é um planejamento do futuro, com equilíbrio entre a natureza e o desenvolvimento”, afirmou.
Segundo o ex-prefeito, o projeto do ZEE amazonense foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), mas aguarda há quase 20 anos a análise da Aleam para se tornar lei.
“Esse assunto nunca mais foi debatido no Poder Legislativo. Isso tem que sair do papel e se tornar realidade”, cobrou.
Para Glênio Seixas, a falta de planejamento territorial impacta diretamente obras e políticas públicas, como é o caso da BR-319, cuja discussão ambiental ainda impede a pavimentação de um trecho da rodovia.
“Se já tivéssemos esse planejamento territorial pronto, o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Amazonas, que organiza a questão territorial, não estaríamos enfrentando esses problemas relacionados à BR-319. Há uma potencialidade muito forte no agricultor, no piscicultor e no homem do campo para produzir, mas eles precisam ter segurança jurídica”, explicou.
O pré-candidato ressaltou ainda que o ZEE define o uso adequado do solo com base em estudos científicos sobre clima, vegetação, economia e população, e que sua aprovação facilitaria o acesso a financiamentos e atrairia investimentos com taxas menores, já que bancos de fomento priorizam regiões com planejamento ambiental consolidado.
Durante a palestra, Glênio apresentou dados que reforçam a importância da medida, como o fato de 97% da cobertura vegetal do Amazonas permanecer preservada, o que, segundo ele, demonstra o potencial do estado para liderar o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
“O zoneamento é o caminho para o crescimento econômico sem destruir a floresta. Ele garante riqueza para o Amazonas, mas uma riqueza para todos”, afirmou.
Glênio concluiu destacando que o zoneamento contribui para proteger ecossistemas, reduzir o desmatamento e melhorar a qualidade de vida das populações locais, além de evitar conflitos entre atividades humanas.
“O futuro depende de escolhas consistentes hoje. O zoneamento organiza a questão ambiental e garante desenvolvimento respeitando os limites da natureza”, finalizou.






