Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os altos preços praticados por comerciantes durante a COP30, em Belém (PA), se tornaram alvo de polêmica, sendo classificados por muitos como abusivos. Os valores elevados têm recebido críticas tanto de brasileiros quanto de visitantes internacionais.
Questionada sobre os preços cobrados neste sábado, 8/11, a proprietária de um quiosque defendeu os valores e explicou os fatores que impactam o custo final dos produtos. Segundo ela, o alto valor está relacionado principalmente ao custo de participação no evento.
“Estamos pagando o aluguel para a secretaria que disponibiliza todo este espaço: US$ 280 por metro quadrado. Como nosso estande tem 15 m², o custo total é de US$ 4.200 (cerca de R$ 23 mil) durante todo o evento”, afirmou a comerciante.
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Além do aluguel, a proprietária destacou outras despesas que elevam o preço final, como logística especial, que proíbe o uso de carros particulares para transporte de alimentos, exigindo a contratação de veículos apropriados; consultoria nutricional, com a contratação de nutricionista para verificação e testes dos insumos; e encargos trabalhistas, já que a operação do quiosque conta com uma equipe de oito pessoas, trabalhando das 7h às 22h.
“Mesmo com todos esses custos elevados, não considero que os valores praticados no quiosque sejam abusivos”, ressaltou a comerciante.
Repercussão nas redes sociais
Nas redes sociais, o tema gerou debate entre os internautas, que ampliaram a discussão para os desafios de empreender no Brasil.
“Ela acabou de explicar o problema de empreender no Brasil”, comentou um usuário. Outro questionou: “Por que estão cobrando em dólar se a COP é no Brasil?”.
E outro ainda refletiu: “O país não aguentaria o próprio peso de seus custos e impostos se todos cumprissem 100% das obrigações fiscais e trabalhistas. Sem sonegação, tudo seria ainda mais caro para o consumidor”.












