Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um tornado de grande intensidade deixou até o momento seis mortos e 437 feridos na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, na noite desta sexta-feira, 7/11. O fenômeno ocorreu por volta das 17h30 e provocou uma onda de destruição que atingiu bairros inteiros, derrubou casas, postes e arrancou árvores pela raiz.
Segundo o Simepar, instituto de meteorologia estadual, os ventos ultrapassaram os 200 km/h, confirmando a formação de um tornado de alta potência. De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, cerca de 30 pessoas estão em estado grave e foram encaminhadas a hospitais da região. Uma está desaparecida.
O número de desabrigados ainda está sendo levantado. Equipes de resgate trabalham desde a madrugada para localizar vítimas presas aos escombros e auxiliar famílias que perderam suas casas. A prefeitura decretou situação de emergência e montou abrigos provisórios em escolas e ginásios do município.
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A força dos ventos também causou colapso na rede elétrica e de internet, deixando grande parte da cidade sem energia. Ruas ficaram tomadas por destroços, telhas e fiações caídas. Veículos foram virados e estruturas metálicas retorcidas com o impacto. Moradores relataram momentos de desespero.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o cenário de devastação e mobilizam campanhas de solidariedade. A Defesa Civil orienta que a população evite áreas afetadas até a conclusão dos trabalhos de busca e retirada de entulhos.
O governo do Paraná enviou reforços do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual para apoiar as equipes locais. Caminhões com mantimentos, cobertores e água potável estão sendo enviados à região. Segundo o governador Ratinho Junior, a prioridade é garantir abrigo e atendimento médico a todas as vítimas.
Especialistas do Simepar explicam que fenômenos como esse são raros na região Sul, mas podem ocorrer devido à combinação de altas temperaturas e ventos intensos em camadas diferentes da atmosfera. A classificação exata do tornado — que pode variar em intensidade de F0 a F5 na Escala Fujita — ainda será determinada após análise técnica.






