Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Projeto de Lei Complementar nº 8/2025, que trata da Reforma da Previdência Municipal, foi aprovado na manhã desta quarta-feira, 5/11, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) por 30 votos a 10.
A proposta, elaborada com base em minuta da consultoria privada Brasilis, altera regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos municipais. Entre os pontos mais polêmicos estão:
- Aumento da idade mínima para aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres;
- Tempo mínimo de contribuição: 25 anos;
- Professores: mantido o direito de se aposentar cinco anos antes da idade mínima;
- Aposentadoria compulsória: passa a ser aos 75 anos, exigindo maior tempo de serviço público.
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As mudanças geraram forte reação de diversas categorias, principalmente da educação, devido à ausência de diálogo com os servidores. Manifestantes acompanharam a votação dentro da Câmara, e a sessão foi marcada por protestos e indignação. Após a aprovação, o vereador Eduardo Alfaia (Avante) foi hostilizado por manifestantes.
Votação detalhada
Dos 40 vereadores presentes, 10 se posicionaram contra o projeto, entre eles:
- Raiff Matos (PL)
- Thaisa Lippy (PRD)
- Aldenor Lima (União Brasil)
- Ivo Neto (PMB)
- Rodrigo Guedes (PP)
- Sargento Salazar (PL)
- Capitão Carpê (PL)
- Coronel Rosses (PL)
- Zé Ricardo (PT)
- Amauri Gomes (União Brasil)
Todos os demais parlamentares presentes votaram a favor, enquanto Rosinaldo Bual (PMN) estava ausente devido à prisão.
O vereador Amauri Gomes destacou que uma professora próxima da aposentadoria estava chorando durante os protestos, ressaltando os impactos do projeto na saúde mental dos servidores. “Uma professora está lá fora passando mal por decisões monocráticas desta casa, que em grande parte votou para prejudicar os servidores”, afirmou.
Votação surpresa
O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) criticou a votação em vídeo nas redes sociais, afirmando que a ordem do dia só foi divulgada na noite anterior, terça-feira, 4.
Segundo ele, a medida teria sido tomada para pegar os servidores de surpresa e dificultar a mobilização. “Ou seja, pegaram todo mundo de surpresa”, disse Guedes, criticando a base do prefeito David Almeida (Avante).












