Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um vídeo que circula nas redes sociais registrou um momento de perigo em Manaus, quando um acidente quase aconteceu enquanto o autor da gravação pretendia mostrar outro incidente de trânsito.
No registro, um motociclista e seu garupa se aproximam de uma carreta e acabam caindo próximo à roda do veículo. O susto se intensifica com os gritos das pessoas ao redor, que tentam alertar o motorista sobre o ocorrido.
Graças à reação rápida do condutor, a carreta freou a tempo, evitando ferimentos graves. Apesar da queda, nenhum dos dois rapazes se machucou.
Segurança no trânsito em Manaus
O episódio também chama atenção para os problemas de segurança viária no Amazonas, que foi apontado como o estado menos seguro do país para dirigir, segundo estudo do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). A pesquisa avaliou 26 estados e o Distrito Federal usando o projeto Indicadores Rodoviários Integrados de Segurança (IRIS), baseado nos sete pilares do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
Entre os critérios analisados estão: gestão da segurança no trânsito, educação, normatização e fiscalização, vias seguras, segurança veicular, vigilância e atendimento às vítimas, além dos indicadores de mortalidade.
Enquanto o Distrito Federal lidera o ranking com 4,00 pontos, seguido por Rio Grande do Sul (3,86) e Goiás, Paraná e Rio de Janeiro (3,71), o Amazonas aparece em última colocação, com apenas 1,86 ponto.
A região Norte como um todo apresentou desempenho preocupante: Pará (2,14), Amapá e Roraima (2,29 cada) também estão entre os piores índices. Estados como São Paulo (3,57), Minas Gerais (2,86) e Bahia (2,71) ficam em posições intermediárias.
Segundo o especialista em trânsito Manoel Paiva, esses resultados refletem disparidades estruturais entre os estados brasileiros. Ele aponta três fatores que influenciam a avaliação: a integração dos municípios ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT), a qualidade dos dados do Registro Nacional de Entidades de Trânsito (Renaest) e a transparência nos portais dos Detrans.
Grande parte dos municípios amazonenses ainda não está formalmente integrada ao SNT, o que dificulta ações essenciais como engenharia de tráfego, educação no trânsito e fiscalização.
“Mesmo após mais de 25 anos da criação do Código de Trânsito Brasileiro, muitos municípios permanecem sem autonomia para gerenciar o trânsito local”, reforça Paiva.






