Redação Rios
LAS VEGAS (EUA) — O fisiculturista acreano Ramon Rocha Queiroz, conhecido como Ramon Dino, entrou para a história do esporte neste domingo, 12/10, ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Mr. Olympia, a competição mais prestigiada do fisiculturismo mundial.
Ele conquistou o título na categoria Classic Physique, superando alguns dos principais nomes da modalidade e encerrando um ciclo de tentativas que durava desde sua estreia em 2021. A vitória ocorreu durante a edição de 2025 do evento, realizado em Las Vegas, e foi celebrada como um marco para o fisiculturismo brasileiro.
Ramon superou concorrentes de alto nível como o alemão Mike Sommerfeld e o norte-americano Terrence Ruffin, o Ruff Diesel, garantindo o primeiro lugar no pódio e um prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 570 mil na cotação atual).
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Em entrevista após o evento, Ramon Dino se emocionou ao lembrar de sua trajetória e agradeceu ao apoio da família, da equipe técnica e dos fãs brasileiros. “É um sonho realizado. Treinei minha vida inteira por este momento. É uma honra poder levar o Brasil ao topo do fisiculturismo mundial”, declarou.
Nas redes sociais, a conquista repercutiu rapidamente, com milhares de mensagens de apoio e celebração. Atletas, influenciadores e personalidades do esporte destacaram o feito como um divisor de águas na história do fisiculturismo nacional.
Trajetória até o topo
Natural de Rio Branco (AC), Ramon Dino iniciou sua trajetória profissional há poucos anos, mas rapidamente se destacou no cenário internacional. Desde sua primeira participação no Mr. Olympia, em 2021, quando terminou em quinto lugar, o brasileiro vinha acumulando posições de destaque:
- 2021: 5.º lugar
- 2022 e 2023: vice-campeão
- 2024: 4.º lugar
A vitória em 2025 coroou anos de trabalho, dedicação e evolução técnica. Sua estética corporal, definição muscular e presença de palco chamaram a atenção dos jurados, que o colocaram à frente de atletas experientes e já consagrados.
Impacto no esporte brasileiro
A conquista de Ramon representa um feito inédito para o fisiculturismo nacional, que até então havia registrado vitórias apenas em categorias femininas do Mr. Olympia. O título pode abrir portas para novos atletas brasileiros e impulsionar o crescimento do esporte no país, especialmente em regiões menos tradicionais como o Norte.
Para muitos especialistas, a vitória também simboliza a maturidade de um atleta que soube aprender com as derrotas, ajustar sua preparação e retornar mais forte a cada temporada.






