Júnior Almeida – Rios de Notícias
NOVO ARIPUANÃ (AM) – Único político da cidade a ser reeleito para dois mandatos consecutivos, entre 2016 e 2020, o ex-prefeito Jocione Souza relembrou os principais feitos de sua gestão, como o resgate do FestLendas, o incentivo à produção rural e a criação da bandeira municipal de Novo Aripuanã.
A Rede Rios de Comunicação esteve na cidade para a cobertura do FestLendas 2025 e aproveitou a visita para conversar com Jocione sobre o desenvolvimento econômico da região, o impacto da BR-319 e seus planos políticos futuros.
Responsável pela retomada do Festival de Lendas de Novo Aripuanã, Jocione destacou a importância do evento para fortalecer a cultura local e gerar oportunidades aos moradores da cidade e também das comunidades vizinhas.
“Recriamos o FestLendas, que é o nosso evento tão falado, mas não esquecemos a cultura das comunidades do interior, como a dança Gambá, de origem euro-afro-ameríndia que envolve música, dança e espiritualidade e que ainda preserva tradições e reza em latim”, afirmou.
Jocione Souza, ex-prefeito
Neste ano, o festival contou com cobertura multiplataforma da Rede Rios de Comunicação, em parceria com a Prefeitura, sob a gestão do prefeito Raymundo Lopes, o Raiz. A edição de 2025 apresentou as quatro lendas em disputa, Jurupari, Apurinã, Tucumã e Ãnaupira.
Produção rural
Na área agrícola, o ex-prefeito destacou o programa “Mais Semente”, que incentivou principalmente a produção de melancia, além de milho e outras culturas.
“Hoje Novo Aripuanã é o maior produtor de melancia do Rio Madeira, superando inclusive Manicoré, conhecida como a Terra da Melancia”, destacou o ex-prefeito.
Segundo levantamento da Secretaria de Produção, Agricultura e Abastecimento do município, a produção já ultrapassou 1 milhão de frutos. Desse total, 80% são enviados para Manaus, principal mercado consumidor, enquanto os 20% restantes abastecem a localidade.
Infraestrutura e acesso
O ex-prefeito também comentou sobre a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho (RO), e a AM-174, rodovia que passa pelo município e interliga a região Sul do estado. Para ele, as duas vias são essenciais para o crescimento econômico e logístico da região.
“Estamos no centro geográfico do Rio Madeira, e essa posição pode transformar Novo Aripuanã em um polo produtor, ligando facilmente ao restante do Brasil. Basta que a 319 seja pavimentada e tenha um olhar mais atento dos governos”, observou.
Bandeira e identidade local
Jocione também destacou ser autor da bandeira de Novo Aripuanã, criada durante seu mandato como símbolo da identidade e da história do município. Ele relembrou que a ideia surgiu ainda nos anos 1980, quando era gestor de uma escola.
“Por volta de 1984, 1985, íamos realizar um desfile e o município não tinha bandeira. Na época, improvisamos uma com três cores, mas a ideia ficou guardada. Mais tarde, como vereador, propus um concurso para criar os símbolos oficiais, bandeira, brasão e hino, e, já como secretário de Administração, em 1997, desenvolvi o projeto de lei que instituiu a bandeira que temos hoje.”
Jocione Souza, ex-prefeito
O ex-prefeito contou que o desenho da bandeira foi pensado para representar os elementos naturais e históricos do município. “O azul simboliza o rio Aripuanã, o amarelo representa o rio Madeira e o triângulo é a península que fica em frente à cidade. O sol, com 19 raios, marca o dia 19 de dezembro, data da criação do município, em 1955. As 12 ondas indicam o mês de dezembro, e a estrela posicionada sobre a península mostra a sede do município”, detalhou.

Jocione ainda revelou uma curiosidade pessoal sobre a bandeira: “Eu nasci em 19 de dezembro, a mesma data da criação de Novo Aripuanã. É muita coincidência. Cada símbolo ali conta um pouco da nossa história e da nossa identidade”, afirmou.
Futuro político
Sobre o futuro na política, o ex-prefeito revelou ter recebido convites para disputar uma vaga de deputado estadual, mas ainda avalia a decisão. “Tenho dialogado com colegas prefeitos, ainda não disse não, mas também não disse sim”, afirmou.
Ao longo da conversa, Jocione reforçou que vê a política como instrumento de serviço ao povo, relembrando sua trajetória como professor, advogado e gestor público.
“A política é um meio de fazer o bem, de transformar a vida das pessoas. Esse sempre foi o propósito do nosso trabalho em Novo Aripuanã”, concluiu.






