Redação Rios
MANAUS (AM) – O Ministério da Saúde alterou recentemente as diretrizes de detecção precoce do câncer de mama. Antes, a recomendação era realizar mamografia apenas a partir dos 50 anos. Agora, mulheres entre 40 e 49 anos também devem ser incluídas no rastreamento, faixa etária que representa 23% dos casos da doença, segundo dados oficiais. A mudança busca ampliar as chances de cura por meio da identificação precoce.
A decisão foi motivada pelo fato de que muitas mulheres nessa idade não realizavam o exame por não apresentarem sintomas ou histórico familiar significativo.
O coordenador clínico da Oncológica do Brasil, Dr. Washington Jr., reforça que o exame deve fazer parte da rotina a partir dos 40 anos.
“A detecção precoce do câncer de mama é fundamental, porque aumenta significativamente as chances de cura. Quando o tumor é identificado em estágios iniciais, ele costuma ser menor, menos agressivo e mais fácil de tratar. Isso permite procedimentos menos invasivos, maior preservação da mama e melhores resultados para a qualidade de vida da paciente”, explica.

Segundo o especialista, além dos fatores mais conhecidos, como a história familiar, existem outros menos falados que também aumentam o risco da doença.
“O consumo frequente de álcool, o excesso de peso após a menopausa, o sedentarismo e a reposição hormonal feita de forma inadequada são fatores que muitas vezes passam despercebidos, mas têm impacto importante e podem ser modificados com hábitos saudáveis”, alerta o médico.
Ele também aproveita para esclarecer mitos que ainda circulam sobre o câncer de mama.
“Um dos mitos mais comuns é acreditar que a doença só acontece em mulheres com histórico familiar. Na verdade, a maioria dos casos ocorre em mulheres sem esse antecedente. Outro equívoco é pensar que o uso de desodorante, o sutiã apertado ou uma pancada no seio podem causar câncer, o que não é verdade”, afirma.
“É essencial reforçar que o autoexame, isoladamente, não substitui a mamografia. Ele é importante para o autoconhecimento do corpo, mas a detecção precoce depende dos exames regulares de imagem”, conclui.
*Com informações da Assessoria






