Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANICORÉ (AM) – A Prefeitura de Manicoré e a Câmara de Vereadores divulgaram uma nota de repúdio nesta segunda-feira, 15/9, contra a queima de balsas de garimpo de pessoas as quais classificou como Extrativistas Minerais Familiares, ancoradas no Porto da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, durante operação da Polícia Federal.
A gestão municipal reforçou que a ação policial aconteceu no dia em que o município celebra sua padroeira, Nossa Senhora das Dores, interrompendo as festividades religiosas. Segundo a nota, o episódio representou a destruição do sustento de famílias e um ataque à moradia de muitas delas.
“Além disso, essa operação colocou em risco a segurança da população local. As explosões decorrentes da queima das balsas criaram um sério risco de desbarrancamento, ameaçando a integridade física de quem reside nas proximidades do Porto da Matriz”, afirma a nota.
A Prefeitura e a Câmara também manifestaram solidariedade às famílias afetadas. “É fundamental que ações de resistência e protesto sejam realizadas com responsabilidade, respeito à vida e à dignidade das pessoas”, diz a nota.
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Operação federal
Uma operação da Polícia Federal aconteceu nesta segunda, 15, em Manicoré e Humaitá. A ação tem como alvo a extração ilegal de ouro nos rios da região e já resultou na destruição de diversas dragas e balsas usadas no garimpo, principalmente nas regiões portuárias das sedes dos municípios da região Sul do Amazonas.
Vídeos feitos por moradores mostram o momento em que estruturas flutuantes são incendiadas, além do sobrevoo de helicópteros e uso de gás lacrimogêneo para dispersar aglomerações. Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou volume de material destruído. Também não se sabe se houve feridos.






