Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Demolida há um mês, a passarela da avenida Torquato Tapajós, entre as zonas Norte e Centro-Oeste de Manaus, continua há mais de um mês sem obras no local.
A falta de uma estrutura temporária para travessia tem causado apreensão, principalmente entre trabalhadores, estudantes e moradores que transitam pela área diariamente.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, moradores e pedestres relataram diversos perigos no local, como o risco de atropelamento devido à ausência da passarela. A insegurança é sentida principalmente durante a travessia da pista, onde motoristas e pedestres se arriscam no trânsito intenso.
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Investigação do Ministério Público
Em resposta à situação, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu um inquérito civil em 7 de agosto para investigar a possível inércia da Prefeitura de Manaus na reconstrução da passarela. O promotor Lauro Tavares informou que a obra, que inclui demolição, remoção e reconstrução, tem um custo estimado de R$ 2,7 milhões.
A demolição da passarela foi realizada pela Prefeitura de Manaus no dia 3 de agosto, um ano após o acidente com uma carreta que danificou a estrutura, em frente à estação de transferência Santos Dumont.
Reclamações de Moradores e Pedestres
Gabriel Fernandes, autônomo que passa diariamente pelo local, expressou preocupação com o andamento das obras. “A situação está muito perigosa. Não tem passarela e a área está sem segurança para quem precisa atravessar”, afirmou.
Seu Magalhães, aposentado de 74 anos, também se mostrou preocupado com a travessia no local. Ele relatou que a área é arriscada, principalmente porque, quando o sinal fecha para os pedestres, é preciso ter muita atenção devido ao tráfego intenso.
“A gestão da Prefeitura de Manaus está deixando a desejar. Nunca houve reforma aqui antes. Vou reivindicar uma solução com a professora Jaqueline”, comentou.
Já Ana Paula, dona de casa, destacou o perigo que seu filho enfrenta ao atravessar a avenida para ir à escola. “Já quase aconteceu um acidente com ele. A obra deveria ter sido feita há muito tempo. Estão enrolando por ser ano eleitoral”, afirmou, ressaltando a urgência da situação.
Cobrança de Parlamentares
Os parlamentares Rodrigo Guedes (PP) e Professor Samuel (PSD) cobraram da Prefeitura de Manaus a reconstrução da passarela durante uma entrevista na Câmara Municipal, na segunda-feira, 15.
Rodrigo Guedes criticou a demora na obra e relatou que já havia cobrado, constantemente, ações da Prefeitura desde o anúncio da demolição. “Já se passou mais de um ano desde que a passarela foi derrubada por uma carreta, e nada foi feito. Visito o local com frequência e não há nem trabalhadores nem máquinas no canteiro”, afirmou.
Guedes, que também acionou o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para cobrar explicações, lembrou que, em situações semelhantes, empresas responsáveis por acidentes são obrigadas a reparar imediatamente os danos, com a prefeitura buscando a indenização posteriormente. “É o mesmo processo de quando alguém derruba um poste”, comparou.
O parlamentar ainda alertou para o risco de falhas no processo licitatório e no cronograma da obra, e reforçou que a Prefeitura tem a obrigação de executar a obra sem mais demora. “É só promessa até agora”, pontuou.
Professor Samuel, por sua vez, reconheceu a necessidade urgente de obras em várias partes de Manaus, incluindo o recapeamento e a construção de viadutos, além da passarela. “São muitas as prioridades na cidade. A obra da passarela vai seguir conforme as possibilidades da Prefeitura”, destacou.
Posicionamento da Prefeitura
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e a Prefeitura de Manaus para obter esclarecimentos sobre o andamento da obra, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos citados.
*Em colaboração com Diana Rodrigues






