Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O primeiro-ministro do Nepal, KP Sharma Oli, anunciou sua renúncia nesta terça-feira, 9/9, após dias de intensos protestos que deixaram 19 mortos e centenas de feridos.
A crise, considerada a mais grave em décadas, teve início depois que o governo proibiu o uso de redes sociais como Facebook, Instagram, WhatsApp, YouTube e X.
Manifestantes chegaram a incendiar o parlamento do país após a nova medida anunciada sob o argumento de combater desinformação e discurso de ódio. A decisão foi vista pela população como um ataque à liberdade de expressão e funcionou como estopim para manifestações em massa.
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Na segunda-feira, 8, milhares de manifestantes se concentraram próximo ao Parlamento e entraram em confronto com a polícia, que reagiu com gás lacrimogêneo, balas de borracha e munição real. Os distúrbios provocaram incêndios em prédios públicos, ataques a residências de políticos e a destruição de veículos oficiais.
O aeroporto internacional chegou a ser fechado e foi decretado toque de recolher em áreas estratégicas da capital. A repressão desencadeou reações da comunidade internacional. A ONU classificou o uso de força letal contra manifestantes como uma grave violação de direitos humanos, enquanto a Anistia Internacional pediu uma investigação independente.
A pressão interna e externa levou o governo a revogar a proibição das redes sociais, mas as renúncias em cadeia de ministros evidenciaram o colapso político. Em carta, Oli afirmou deixar o cargo em nome da estabilidade nacional e lamentou as vidas perdidas, atribuindo a escalada da violência a “grupos infiltrados”.












