Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira, 8/9, que antecipará o Natal no país para o dia 1º de outubro, por meio de um decreto.
A declaração foi feita durante o programa de televisão “Con Maduro +”, transmitido por uma emissora estatal venezuelana, que abriu a fala do presidente com uma música natalina.
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A medida ocorre em meio a um contexto de tensões com os Estados Unidos, que, segundo o governo de Maduro, estaria ameaçando a Venezuela com a presença de navios de guerra no Caribe.
“Vamos decretar o Natal a partir do dia 1º de outubro na Venezuela, novamente, com alegria, comércio, cultura, atividades, cânticos e gaitas”, afirmou o presidente.
Maduro destacou que a medida visa promover um ambiente de felicidade no país. “Os venezuelanos estão constantemente em busca de felicidade”, disse.
Segundo ele, a antecipação do Natal também busca fortalecer as atividades econômicas, comerciais e culturais do país. “Ninguém e nada neste mundo tirará nosso direito à felicidade, à vida e à alegria”, ironizou.
Tensões com os Estados Unidos
O anúncio do presidente acontece em um momento de crescente tensão com os Estados Unidos. Na última sexta-feira, 5, Maduro pediu que o presidente americano, Donald Trump, cesse as ameaças contra o território venezuelano.
A tensão teve início no dia 20 de agosto, quando o governo dos Estados Unidos anunciou o envio de navios de guerra para o mar do Caribe, com a justificativa de combater os cartéis de drogas.
A antecipação do Natal é vista por analistas como uma estratégia do governo venezuelano para desviar a atenção da população de questões internas, como os problemas políticos e econômicos que afetam o país.
Prática Recorrente
Essa não é a primeira vez que Maduro adota essa medida. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o presidente antecipou o início das celebrações de Natal para 15 de outubro, como uma forma de aliviar o clima de tensão e incentivar a economia.
Em 2021, a data foi alterada para 4 de outubro. No ano seguinte, 2024, a antecipação das festividades ocorreu novamente, em meio a uma crise política e acusações de fraude eleitoral relacionadas à sua reeleição.






