Iris Fontenele – Rios de Noticias
BRASIL – O canal Bel para Meninas, que chegou a reunir mais de 7 milhões de inscritos no YouTube, foi derrubado em 2025 após nova onda de críticas sobre exploração infantil.
Nas redes sociais, Bel postou um vídeo protestando contra a queda do seu canal no Youtube que tinha mais de 14 milhões de inscritos.
A perda do espaço digital reacendeu a polêmica em torno da exposição de crianças nas redes sociais e trouxe novamente à tona um dos casos mais emblemáticos do país.
Criado por Isabel Peres Magdalena (Bel) e sua mãe, Francinete Peres, o canal colocava Bel em frente às câmeras desde os 2 anos de idade, com vídeos voltados ao público infantil.
Em 2020, episódios considerados abusivos viralizaram, como o smooth challenge — no qual a menina ingeriu uma mistura que a fez passar mal e vomitar enquanto era filmada.
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O caso gerou a hashtag #SalvemBelparaMeninas, denúncias ao Conselho Tutelar e investigação do Ministério Público por suposta violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Cinco anos depois, em agosto de 2025, o youtuber Felca publicou o vídeo “Adultização de crianças nas redes sociais”, com mais de 30 milhões de visualizações, em que citou o canal como exemplo de exploração infantil online. A repercussão levou a nova onda de denúncias e ao fim definitivo do perfil.
Agora com 18 anos, Bel reagiu no TikTok e defendeu os pais, dizendo que sempre quis ter um canal. Classificou as críticas como fake news e minimizou os episódios polêmicos: “O que tem de mais? Eu tô viva!”.
A queda do canal reforça o debate sobre os limites do chamado sharenting — a exposição excessiva de filhos por pais nas redes sociais — e mostra que, mesmo anos depois, o caso Bel para Meninas continua sendo símbolo dos riscos da busca por engajamento a qualquer custo.
Projeto de Lei
O Senado Federal aprovou na última quarta-feira, 27/8, o Projeto de Lei (PL) 2628/2022, que estabelece regras para proteção e prevenção de crimes contra crianças e adolescentes em ambientes digitais. É o chamado PL contra a “adultização” de crianças.

O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados na semana passada, e agora seguirá para sanção presidencial.






