Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – João Vitor, viúvo da biomédica Giovana Ribeiro, morta em um acidente de moto causado por um buraco na avenida Djalma Batista, promoveu uma manifestação nessa quinta-feira, 21/8, na passarela em frente ao Carrefour, na zona Centro-Sul de Manaus.
Com um cartaz e utilizando um megafone, João protestou contra a morte da esposa, que estava grávida de sete meses, e direcionou críticas à gestão do prefeito David Almeida (Avante).
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Ele também cobrou o andamento da CPI do Asfalto, criada para investigar a aplicação de R$ 181 milhões repassados pelo Governo do Estado à Prefeitura de Manaus, por meio do programa Asfalta Manaus.
“Eu não vou deixar que essa corja fique no esquecimento”, disse João durante o protesto, visivelmente emocionado.
‘A morte de Giovana não é politicagem’, diz irmã
A irmã da vítima, Gisela Junqueira, também participou do ato e reforçou que a manifestação tem o objetivo de pedir justiça e chamar atenção da população para o caso.

“Estamos nas ruas novamente para dizer que a morte da Giovana não é politicagem. É a prova da incompetência de David Almeida”, afirmou.
O protesto chamou a atenção de motoristas que passavam pelo local. Muitos buzinavam em apoio ao ato. Um dos cartazes dizia: “O prefeito só tapou o buraco no dia do velório. CPI do Asfalto já!”.
Repercussão nas redes sociais
A manifestação também repercutiu nas redes sociais. Muitos internautas demonstraram solidariedade à família da biomédica. Uma usuária comentou:
“Eu nem conhecia a Giovana, mas toda vez que passo por ali, lembro do caso e sinto uma dor enorme. Imagino o que o esposo deve estar passando.”
Outro comentário destacou a importância da investigação das obras públicas: “O mínimo que os políticos podem fazer é levar essa CPI adiante. E ainda teve vereador defendendo o prefeito, quase culpando a grávida pelo acidente”.
Repercussão política
O caso de Giovana Ribeiro da Silva ganhou repercussão em junho deste ano, após a jovem morrer em um acidente de moto causado por um buraco na avenida Djalma Batista. O acidente também provocou a morte da filha que ela esperava.
A tragédia reacendeu críticas à atual gestão da Prefeitura de Manaus e impulsionou movimentos em apoio à CPI do Asfalto. O próprio viúvo tem se manifestado ativamente nas redes sociais. No último dia 13 de agosto, João Vitor criticou a retirada de assinaturas de deputados estaduais que haviam inicialmente apoiado a comissão.






