Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um professor da rede pública de ensino, que não teve o nome divulgado, foi afastado de suas funções após 22 alunos, com idades entre 11 e 12 anos de idade, relatarem suspeitas de importunação sexual na escola onde ele lecionava, no município de Careiro Castanho, a 88 quilômetros de Manaus.
Segundo o delegado David Jordão, titular da 34ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município e responsável pela investigação, as crianças procuraram a gestora da escola para relatar que estavam se sentindo “aliciadas” pelo educardor.
“Esses aliciamentos, segundo o relato das atas, se tratava em se aproximar, em olhar de forma lasciva para as crianças. E uma delas relatou também que houve alguns toques no seu tronco, na sua área de intimidade”
David Jordão, delegado
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Nessa terça-feira, 19/8, a polícia realizou busca e apreensão na residência do professor. Durante a operação, foram apreendidos o celular e notebook do suspeito, onde foram encontradas “pornografias de várias formas”, conforme declaração do delegado.
“Dentro do aparelho telefônico, tinha imagens das crianças, sim, tinha. No entanto, essas imagens das crianças, elas estavam em condições que nós podemos colocar assim, em condições dignas”, esclareceu Jordão.
“Existe pornografia, sim. Mas a definição, se é infantil ou não, vai ser com o desenrolar das investigações”, completou. A investigação agora entra na segunda fase, que inclui a realização de escuta protegida com as 22 crianças envolvidas no caso.
O delegado informou que o professor também foi ouvido pela polícia e negou completamente as acusações. “Nós trouxemos ele à delegacia, ele prestou depoimento e negou as acusações. Negou de forma total”, disse o delegado.
Medidas judiciais
Inicialmente, a Polícia Civil do Amazonas havia pedido a prisão do suspeito, mas o Judiciário optou pelo afastamento das funções como medida mais adequada para o momento. Segundo o delegado, essa decisão também considerou a segurança do investigado.
“Caso ele adentrasse a delegacia de polícia, a carceragem da 34ª delegacia de polícia, ele poderia sofrer alguma situação dentro das celas. Então isso foi uma medida, acredito, para cautelar a vida do próprio investigado”, justificou Jordão.
Respostas
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Estado do Amazonas (Seduc-AM) para comentar o caso.
Por meio de nota, a Seduc-AM informou que a direção da unidade escolar, assim que tomou ciência das denúncias, adotou o Procedimento Operacional Padrão (POP) e acionou o Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise).
“O servidor foi afastado de suas funções. A Secretaria de Educação ressalta que, neste momento, o caso está sendo acompanhado, também, pela Comissão de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual (Ceams) e que está colaborando com as investigações das autoridades.”
Seduc






