Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira, 5/8, em Manaus, uma operação que resultou na denúncia de 11 integrantes de uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas.
A ação também levou ao bloqueio judicial de 18 imóveis, ao sequestro de R$ 10 milhões em contas bancárias, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, incluindo no condomínio de luxo Forest Hill.
A operação contou com o apoio da procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque. Segundo o Gaeco, as medidas visam impedir a dissipação do patrimônio obtido por meio de atividades ilícitas.
Operação ‘Véu de Areia’

Batizada de “Véu de Areia”, a operação desarticulou uma rede criminosa com ramificações em diversos estados brasileiros, que operava com bens de luxo, veículos, imóveis e empresas de fachada. Entre os itens apreendidos estão relógios de alto valor e grandes quantias em dinheiro.
Segundo o Gaeco, o nome da operação faz referência à fragilidade de estruturas construídas sobre areia, simbolizando a vulnerabilidade do esquema criminoso desmontado.
Um dos principais alvos da operação, apontado como líder do grupo — cuja identidade ainda não foi divulgada — teve a prisão preventiva decretada e foi alvo de mandado de busca e apreensão. Na residência dele, foram coletadas provas complementares que reforçam a forma de atuação da organização.
Segredo de Justiça
O coordenador do Gaeco, promotor Leonardo Pinambá, afirmou em entrevista coletiva que o caso corre em segredo de justiça, o que limita a divulgação de informações sobre o que foi apreendido e as próximas etapas da investigação.
“No dia de hoje, foi feita a denúncia contra 11 alvos. Um deles foi preso. Também foi determinado o sequestro de bens e valores de todos os envolvidos na investigação. Era uma quadrilha que transportava drogas para outros estados do Brasil”, afirmou.
A promotora Priscila Carvalho Pinto, também do Gaeco, destacou que o grupo atuava em duas frentes criminosas: o tráfico interestadual de drogas e a lavagem de dinheiro. Segundo ela, a movimentação financeira era feita por meio de terceiros e de empresas de fachada, com o objetivo de dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.
“Obtivemos decisões judiciais que determinaram o sequestro de valores superiores a R$ 10 milhões. Foram cumpridas medidas cautelares e mandados de busca e apreensão, inclusive na residência do suposto líder da organização”, explicou.
Atuação interestadual
A promotora ainda confirmou que há ramificações da organização em outros estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pará, entre outros. Por conta do segredo de justiça, detalhes adicionais não podem ser divulgados neste momento.
“Temos um processo em andamento. Até agora, os envolvidos foram apenas denunciados, e medidas cautelares foram cumpridas. A lavagem de capitais era feita por meio de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de tornar os recursos ilegais aparentemente lícitos”, finalizou Priscila.
Apesar da limitação de informações, a promotora destacou que foram apreendidos bens de alto valor e que a organização possuía uma estrutura financeira robusta. “O volume total movimentado é alto, mas não podemos revelar. O sequestro de mais de R$ 10 milhões foi autorizado pela Justiça e atinge todos os denunciados”, concluiu.






