Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira, 4/8, gerou forte reação de políticos aliados. Imediatamente após o anúncio, lideranças do Partido Liberal (PL) se manifestaram nas redes sociais, demonstrando apoio ao ex-presidente e críticas à Corte.
O PL Nacional publicou uma nota em tom de indignação, afirmando que a medida representa perseguição política.
“Não é coincidência que, no Brasil, os que mais enfrentam o sistema sejam justamente os mais perseguidos por ele. A justiça, que deveria proteger o cidadão comum, hoje serve a interesses políticos. Enquanto corruptos notórios são tratados com tapete vermelho, quem ousa falar a verdade vira alvo.”
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, resumiu sua reação em poucas palavras. “Estou inconformado! O que mais posso dizer”. Já o presidente da sigla no Amazonas, Alfredo Nascimento, republicou a nota oficial do partido.
Segundo a pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, o povo resistirá em busca de justiça e democracia.
“Bolsonaro preso em domiciliar, sem visitas e uso de celular. O crime? Não foi corrupção, nem roubo ao INSS. Sua imagem foi postada nas redes sociais. Ele não pode falar e nem sair de casa, mas nós resistiremos. Estamos com você, presidente Bolsonaro! ‘A soberba precede a queda'”, ressaltou Maria do Carmo.

“Escalada autoritária”
Entre os parlamentares, o tom também foi de defesa ao ex-presidente. O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) alertou para o que considera um avanço do autoritarismo no país.
“Está cada vez mais claro: estamos vivendo uma escalada autoritária, uma verdadeira ditadura da toga no Brasil. E quem fica em silêncio agora, será cúmplice quando a liberdade acabar”, declarou Alberto.
O deputado estadual Delegado Péricles (PL-AM) também criticou duramente a decisão enquanto corruptos seguem livres e protegidos.
“A justiça brasileira não é cega, ela enxerga muito bem quem deve calar, quem deve sumir e quem precisa ser neutralizado. Não é sobre lei, é sobre controle. E nesse jogo sujo, o preço da coragem é a prisão. A perseguição chegou ao limite! Um ex-presidente sendo tratado como criminoso, sem provas, sem julgamento justo, enquanto corruptos seguem livres e protegidos”, disse Péricles.
O vereador Coronel Rosses (PL-AM) reforçou o coro de críticas à Corte e afirmou que a atual decisão não pose ser considerada justiça. “Mais uma vez, o STF ultrapassa os limites e persegue nosso ex-presidente! Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro por mais um motivo descabido: publicações nas redes sociais dos filhos. Isso não é justiça. É censura!”, ressaltou Rosses.
Entenda a decisão
A prisão domiciliar foi determinada após o ministro Alexandre de Moraes concluir que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares anteriormente impostas, ao utilizar perfis de terceiros e de seus filhos para divulgar mensagens nas redes sociais.
Entre as novas medidas estão o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de deslocamentos e proibição de contato com outros investigados.
Segundo o despacho do ministro relator, Bolsonaro “deverá permanecer em sua residência, sendo vedadas saídas não autorizadas”. A decisão determina ainda que ele “não poderá manter qualquer contato com demais investigados e testemunhas do processo”, seja pessoalmente, por telefone ou por meio digital.






