Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) — Lideranças e nomes de destaque da política amazonense se manifestaram, nesta sexta-feira, 18/7, sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na apreensão do celular de Bolsonaro e na imposição do uso de tornozeleira eletrônica — uma medida para impedir que ele deixe o país.
A pré-candidata ao Governo do Amazonas, professora Maria do Carmo Seffair (PL), se pronunciou em suas redes sociais, classificando as medidas contra o ex-presidente como perseguição política.
Segundo Maria do Carmo, o atual governo age de forma contraditória, instaurando um clima de intimidação sob o discurso de paz e tolerância.
“Isso é um absurdo! Não podemos aceitar que a ditadura se instale no Brasil de braços cruzados. Precisamos de união e força para lutar contra este governo que se disfarça de paz e amor, mas na verdade estimula a política do constrangimento e do terror”, afirmou a professora.
Maria também criticou a alegação de que Bolsonaro poderia fugir para os Estados Unidos e pedir asilo ao ex-presidente Donald Trump, afirmando que não há respaldo jurídico para essa hipótese. Para ela, a esquerda tenta impor sua narrativa à força, desrespeitando a Constituição.
Em sua declaração, a professora reafirmou seu posicionamento político e compromisso com a liberdade.
“Quem pensa diferente, quem enfrenta o sistema, quem fala pelo povo acaba virando alvo. Pois eu digo não, não à censura, não à perseguição, não àqueles que usam do poder para destruir a nossa democracia e a esse governo desastroso e ditador. Eu tenho lado e o meu lado é o do povo brasileiro. O lado da liberdade. O lado de quem não se cala diante de abusos. Eu quero um Brasil e um Amazonas Livre. Eu fui às ruas pelas Diretas Já, eu fui às ruas pelo impeachment da Dilma por amor ao nosso país. Estamos com você, presidente Bolsonaro, a nossa voz será a sua voz”, exclamou a pré-candidata ao Governo do Amazonas.
Outras manifestações políticas
O presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, também criticou a operação, questionando a condução das investigações e as medidas impostas.
“Todo brasileiro foi surpreendido hoje com a ação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tornozeleira eletrônica, ordem para suspender suas redes sociais, apreensão do telefone, proibição de contato com o filho nos Estados Unidos e de se aproximar de embaixadas, tudo isso com base em suposições. Que país é esse? Onde está a nossa Justiça? Que decepção”, disse Alfredo.
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), destacou que o ex-presidente não se esquivou das investigações e pediu respeito ao devido processo legal.
“Toda voz merece ser ouvida com respeito e justiça. Bolsonaro não fugiu à luta e, como demonstrou há pouco, está à disposição para prestar qualquer esclarecimento. Que fique firme em sua missão e siga demonstrando seu amor ao Brasil, acima de tudo”, ressaltou Lima.
Já o vereador de Manaus, Capitão Carpê (PL), foi direto ao criticar o que chamou de perseguição seletiva. “Até quando vamos viver num país que persegue a direita e passa a mão na cabeça de mensaleiros que desviaram bilhões? Ou reagimos, ou amanhã será tarde demais”, destacou o vereador.
O também apoiador de Bolsonaro, deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), classificou o momento como grave e denunciou o que chamou de abuso de poder. “Momento crítico de ruptura institucional, impor tornozeleira, censura e toque de recolher a um ex-presidente sem condenação é ditadura escancarada”, pontuou o deputado.






