Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Amazonas registrou 44 mortes provocadas por vírus respiratórios entre 1º de janeiro e 12 de julho de 2025, conforme dados do Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, 14/7, pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Apesar do número expressivo, houve uma redução de 24,1% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 58 óbitos.
Casos e confirmações
Entre janeiro e julho deste ano, o estado notificou 2.610 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desses, 822 foram confirmados como infecções causadas por vírus respiratórios. O número representa uma queda de 39,4% em relação a 2024, quando o Amazonas registrou 1.356 casos.
Perfil das mortes
Entre os 44 óbitos registrados em 2025, a maioria foi provocada por covid-19 (20 casos) e influenza A (18 casos). Também foram contabilizadas três mortes por rinovírus, duas por influenza B e uma por parainfluenza.
As faixas etárias mais afetadas foram as crianças menores de 1 ano, que responderam por 52% dos casos fatais, seguidas pelas crianças de 1 a 4 anos (26%), pelos idosos com 60 anos ou mais (9%) e pelas crianças de 5 a 9 anos (4%).
Vírus mais detectados
Nas últimas três semanas, os exames laboratoriais identificaram maior circulação dos seguintes vírus no estado: rinovírus (53,8%), vírus sincicial respiratório (37%), influenza A (7,8%), adenovírus (7,4%), coronavírus SARS-CoV-2 (3,4%) e metapneumovírus (2,5%).
Prevenção segue fundamental
A FVS-RCP reforça a importância das medidas de prevenção, como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar) e a evitação de aglomerações, principalmente em locais fechados.
O uso de máscaras continua sendo recomendado para grupos de risco, como idosos, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Bebês com menos de seis meses também merecem atenção especial, devendo ser mantidos longe de ambientes com maior risco de contaminação.
A vacinação contra a covid-19 e a influenza, disponível em todas as unidades de saúde do Amazonas, é considerada uma das principais estratégias para conter a circulação dos vírus e prevenir casos graves.






