Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Iniciado em 2020, o Drivethru Ambiental se transformou em um movimento que promove a conscientização sobre a gestão humanizada de resíduos em Manaus. A iniciativa surgiu no contexto do Dia Mundial da Limpeza e, desde então, consolidou-se como uma ação mensal que acontece sempre no último sábado do mês.
O projeto oferece Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) no formato drive-thru, facilitando para que a população descarte corretamente materiais recicláveis. Além de estimular o consumo consciente, o Drivethru Ambiental contribui para a redução de resíduos e o fortalecimento da cadeia de reciclagem local, gerando emprego, renda e inclusão social para catadores e trabalhadores da reciclagem.
“O objetivo é promover o descarte consciente de resíduos pós-consumo e itens ressignificáveis, por meio de espaços temporários, acessíveis e educativos. Queremos incentivar a participação ativa da população na economia circular e fortalecer a gestão humanizada de resíduos, sempre com a inclusão de catadores e voluntários ambientais”, destacou o CEO e gestor ambiental Thiago Andrade, em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS.
O que pode ser descartado?
Nos PEVs, a comunidade pode entregar diversos tipos de materiais recicláveis:
- Plásticos
- Papel e papelão
- Metais (latas, alumínio, ferragens leves)
- Vidros limpos
- Cápsulas de café

O projeto também recebe itens que, muitas vezes, são descartados de forma incorreta, como:
- Eletrônicos e eletrodomésticos (em desuso ou para descarte)
- Pilhas e baterias (devem estar separadas e identificadas)
- Óleo de cozinha usado
- Lâmpadas (em ações específicas)
- Objetos “ressignificáveis” — tudo aquilo que não faz mais sentido para quem descarta
“As ações duram de três a seis horas, com estrutura montada para acolher a comunidade de forma organizada e educativa. Elas acontecem regularmente em bairros, praças, parques e até em empresas parceiras”, explicou Thiago.
Destino correto e impacto social
Os resíduos coletados são encaminhados para cooperativas e associações de catadores. Já os eletrônicos seguem para a logística reversa especializada. Alguns materiais ainda são reaproveitados em oficinas ou doados em campanhas sociais.

Para facilitar a triagem, o projeto orienta que os resíduos sejam entregues limpos, secos e organizados. Resíduos contaminados, orgânicos ou hospitalares não são aceitos.
“Contamos com o apoio de associações de catadores, cooperativas locais, empresas privadas, patrocinadores, órgãos públicos, secretarias municipais, projetos de logística reversa e voluntários Parkgueters, além de coletivos de educação ambiental”, reforçou Thiago.
Divulgação e participação
A divulgação é feita principalmente pelas redes sociais — no Instagram, o perfil oficial é @drivethruambiental. O projeto também mantém grupos comunitários no WhatsApp e parcerias com empresas, escolas e veículos de comunicação.
“Qualquer pessoa pode participar: cidadãos, famílias, escolas, empresas e instituições”, destacou o gestor.
Educação ambiental e expansão
Além da coleta de resíduos, o projeto promove ações educativas, um de seus pilares. As atividades incluem abordagens lúdicas, distribuição de materiais informativos, oficinas, rodas de conversa e dinâmicas sobre reciclagem e consumo consciente.
Em cinco anos de atuação, o Drivethru Ambiental já destinou corretamente mais de 180 toneladas de resíduos, mobilizando centenas de voluntários e realizando mais de 60 edições em diversos bairros de Manaus. O impacto positivo vai além do meio ambiente, gerando renda para catadores e fortalecendo a economia circular.

“Somos reconhecidos como uma iniciativa de referência em gestão participativa e sustentável”, destacou Thiago.
O futuro do projeto
Para o futuro, Thiago Andrade explicou que projeta a criação de um ponto fixo permanente de entrega voluntária, além do aumento da equipe e da infraestrutura móvel (carrocinhas, tendas, logística). O gestor também espera contar com mais empresas para compensação ambiental e ESG.
“Outros planos são: expansão para outros municípios do Amazonas e desenvolvimento de programas de educação ambiental contínua em escolas e comunidades”, evidenciou.






