Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo, denunciou falhas no processo de escolha dos jurados do 58º Festival Folclórico de Parintins, durante uma coletiva realizada nesta terça-feira, 1º/7, em Parintins. Segundo ele, vazamentos de informações e mudanças irregulares na lista de avaliadores prejudicaram diretamente a agremiação azul e branca. Entre as críticas, Amoedo também questionou a imparcialidade de uma jurada por conta de seu currículo e da sua religião.
O dirigente afirmou que dois jurados teriam atuado com a intenção clara de favorecer o boi contrário, o Garantido. “Aprendi a lidar com derrotas ao longo da vida, mas não vou aceitar ser prejudicado injustamente”, declarou.
Caprichoso promete apresentar provas
Rossy destacou que o Caprichoso enviará documentos que comprovariam irregularidades na escolha dos jurados e possíveis interferências externas na comissão julgadora. Ele garantiu que, apesar das denúncias, a diretoria do boi seguirá atuando com responsabilidade, evitando embates desnecessários.
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Vetos ignorados e troca de jurados
Durante a coletiva, o presidente lembrou que no dia 24/6 houve uma reunião reservada com representantes dos bois, da Prefeitura de Parintins, do Poder Judiciário e da organização do festival, na qual ambos os bois tiveram o direito de vetar nomes da lista de jurados.
Contudo, segundo ele, a lista posteriormente sorteada, com nove jurados, um presidente da comissão e dois suplentes por bloco, foi alterada sem o conhecimento das partes.
“Sem chamar eu e Fred, foram selecionados novos jurados, e no meio desses novos jurados vieram pessoas para prejudicar Parintins e a cultura do Amazonas, não somente o Caprichoso”, declarou Rossy.
Rossy ainda afirmou que um envelope contendo a lista original de jurados sorteados está sob responsabilidade da Prefeitura de Parintins e cobrou transparência. “E nós solicitamos a abertura desse envelope para que a gente possa fazer as devidas perguntas. Por que foi feita a troca? E se tinha algum nome suspeito. Não usaram os suplentes para colocar o nome dos suspeitos que poderiam estar corrompidos por vermelho ou por azul“, ressaltou o presidente do Touro Negro.
Religiosidade de jurada é questionada
Um dos pontos mais citados da coletiva foi a crítica direcionada à jurada Hylnara Anny Vidal Oliveira, do bloco B (cênico/coreográfico). Amoedo afirmou que sua formação acadêmica é duvidosa e que sua identidade religiosa poderia ter interferido na avaliação das apresentações.
“A Hylnara, pelo fato dela ser evangélica, os advogados estão atrás do real currículo dela. A gente acredita que seja um currículo fake, montado. E que ela não tem formação. Uma pessoa que vive no mundo da arte é para sempre. Ela virou evangélica e veio fazer o que fez aqui. Manchando o nome da Igreja, da sua religião, de pessoas que sabem muito como um evangélico se comporta de verdade. Essas duas pessoas acabaram com o festival”, afirmou.
Pedido de anulação do festival
Rossy Amoedo encerrou a coletiva defendendo a anulação do resultado do 58º Festival Folclórico de Parintins. “A derrota em si não me incomoda — já fui derrotado antes. Mas não vou ser covarde de aceitar uma derrota irresponsável”, concluiu.






