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MANAUS (AM) – As arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por artrópodes como mosquitos, aranhas e carrapatos, seguem avançando no Amazonas. Entre 1º de janeiro e 26 de junho de 2025, foram notificados 12.101 casos suspeitos dessas infecções, conforme boletim divulgado nesta quinta-feira, 26/6, pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).
Entre os casos confirmados por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico, foram registrados 3.419 casos de dengue, 89 de chikungunya, 57 de febre de Mayaro e 10 de zika. Não houve confirmação de casos de febre Oropouche, mas uma morte por dengue foi registrada.
As cidades com maior número de notificações são Manaus (2.386), Atalaia do Norte (950), Jutaí (863), Envira (811), Eirunepé (714), Guajará (668), Ipixuna (634), Tefé (599), Tabatinga (559) e Benjamin Constant (550). Segundo o informe da FVS, a faixa etária mais afetada é de 20 a 39 anos, representando 34,9% dos casos, seguida por pessoas entre 40 e 59 anos (22,3%) e adolescentes entre 10 e 19 anos (17,9%).
Os sintomas mais comuns foram febre (94,5%), dor de cabeça (83,2%) e dores musculares (66,6%), além de dor nas costas, náuseas e vômitos.
A principal forma de prevenção das arboviroses é eliminar focos de água parada, locais propícios para a reprodução dos mosquitos transmissores. No caso da febre Oropouche, recomenda-se evitar áreas de mata e margens de rios, especialmente entre 9h e 16h, manter os quintais limpos e utilizar repelentes sempre que possível.
Atualmente, 44 municípios do Amazonas disponibilizam a vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, como parte das ações preventivas adotadas pelo estado.






