Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A síndrome do olho seco que costumava ser mais comum em pessoas mais velhas, agora, também afeta pessoas mais jovens, principalmente por conta do uso excessivo de telas.
De acordo com um estudo da Aston University, no Reino Unido, acompanhou 50 jovens adultos com idades entre 18 e 25 anos, durante um ano. O levantamento apontou que 90% dos participantes mostraram pelo menos um sinal clínico da doença, e 56% já tinham diagnóstico confirmado.
O oftalmologista, Tufi Salim, afirmou que essa doença também está associada a fatores genéticos. “Os fatores que podem causar o olho seco, às vezes, são genéticos, né? Algumas doenças reumáticas provocam também o olho seco, algumas degenerações, que são alterações da córnea, dessa parte transparente do olho, e principalmente da produção do filme lacrimal“, afirma o especialista.
O problema ocorre quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou por a qualidade das lágrimas não ser adequada para manter a lubrificação dos olhos.
“Existem colírios de diversas marcas lubrificantes, para estabilizar esse filme lacrimal. Existe uma série de recursos, sim. Também o paciente deverá tomar mais líquido para aumentar a produção também de todos os organismos, não só do olho”, evidencia Salim.
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O oftalmologista ainda garante que, além de se ingerir bastante água, as pessoas devem beber mais suco de fruta. “O olho também necessita de um aporte maior de água, todo o nosso corpo tem uma quantidade de água extraordinária. Então, ingerir mais líquidos, suco de fruta, é fundamental para a saúde do olho também. E uma produção mais normal possível da lágrima do filme lacrimal nós chamamos de filme lacrimal né”, salienta o especialista.
Pesquisadores ligam essa crescente com o tempo excessivo utilizando celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos, respectivamente, isso faz com que pessoas pisquem menos ou de forma inconclusa, prejudicando assim a distribuição das lágrimas.
O estudo da pesquisa aponta que os participantes ficavam em média, 8h por dia em frente as telas e esse quadro contribuiu para que os casos se agravassem.
Prevenção
Para prevenir esse problema, os especialistas recomendam que algumas medidas, como seguir a regra “20-20-20”, a cada 20 minutos em frente da tela e olhar para algo a 6 metros de distância por 20 segundos, reduzindo assim o tempo diário de telas para 3 horas, além disso, praticar atividades ao ar livre e fazer consultas oftalmológicas anualmente são boas medidas de prevenção.
O oftalmologista reafirma que, a mudança no estilo de vida é importante para a minimização dos sintomas.
“Mudança no estilo de vida, uma boa alimentação, muito suco de fruta, muita água, como eu falei anteriormente, exercício físico, né, e por aí vai. Tudo aquilo que a gente sabe que faz bem para o organismo como um todo, exercício físico, comer moderadamente, se alimentar bem, alimentação balanceada, isso é muito importante em todos os âmbitos da sociedade, a lágrima não seria diferente também“, salienta o especialista.
Não há cura para a síndrome do olho seco, porém, há o tratamento que tem como objetivo aliviar os sintomas, tratando de evitar a piora do quadro com o uso por exemplo de colírios, suplementos ou outros recursos, a depender do paciente.
Diagnóstico Precoce
O estudo também afirma que é importante identificar precocemente caso haja alterações nos olhos, por mais que não haja sintomas aparentes. Na maioria das vezes, pacientes só percebem a condição, quando a mesma já está avançada.
O oftalmologista afirma que nos dias de hoje existem muitos equipamentos modernos que facilitam na identificação dessa síndrome.
“Existem muitos equipamentos modernos, sim, mas no consultório mesmo o médico tem o teste de Schirmer e outros tipos de testes mais simples, que podem ser feitos no consultório médico. Pelo oftalmologista bem treinado, ele consegue sim. E pela queixa do paciente, né, a amnésia também ela é fundamental. A queixa do paciente, se ele sente tipo areia no olho, aqueles sintomas que já são característicos da falta da lágrima“, afirma ele.
Outros fatores que são associados a essa síndrome são: o sexo feminino, a faixa etária, lentes de contato, cirurgias oculares, doenças autoimunes, uso de medicamentos como antialérgicos e condições ambientais como ar seco e poluição.
Tratamento Contínuo
Mesmo sem cura definitiva, os tratamentos que estão disponíveis ajudam a tratar os sintomas da doença e frear o seu agravamento. As abordagens de tratamento são variadas, conforme a gravidade do caso.
“Existem vários exames hoje em dia, desde os mais simples, que é feito no consultório do médico aos mais sofisticados, informatizados e bem elaborados, com aparelhos extremamente de uma tecnologia de ponta, que vão detectar a quantidade se está correta, se tem pouca, se não tem quase nenhuma, ou se está no nível normal“, conclui o oftalmologista.






