Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os delegados de Polícia Civil do Pará (PCPA), Victor Cohen e Larissa Pugliesi, ambos de Óbidos, trouxeram informações cruciais em uma coletiva realizada na quarta-feira, 9/8, a respeito da morte de Débora Alves e da prisão de Gil Romero Machado Batista. O suspeito foi detido na noite de terça-feira, 8/8, na cidade de Curuá (PA), e transferido para Óbidos, onde está sendo mantido sob custódia.
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O Delegado Victor Cohen relatou detalhes da operação que levou à captura de Gil Romero. Ele explicou que a investigação começou após uma determinação das autoridades para que a equipe de Óbidos prestasse apoio à Delegacia de Homicídios do Amazonas e foram traçadas estratégias que levaram a buscas na zona rural da região, tanto terrestres quanto aquáticas.
Algumas tentativas anteriores não tiveram sucesso, entretanto, na terça-feira, 8/8, após uma busca que acontecia desde a sexta-feira, 4/8, Gil Romero foi localizado em Curuá. Segundo o delegado, a prisão ocorreu de maneira pacífica, sem resistência. Cohen também revelou que Romero confessou sua participação no crime e indicou a presença de outras duas pessoas, cujos nomes foram preservados para não prejudicar a investigação. O delegado não confirmou a participação da companheira de Gil.
A Delegada Larissa Pugliesi explicou que, após os trâmites locais, o preso será transferido para o Amazonas, onde passará por audiência de custódia, realizada pelo juízo responsável pela expedição do mandado, seguindo as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A partir daí, Romero ficará à disposição da Justiça para que as investigações e processos legais possam seguir o seu curso.

Caso de Débora Alves
Débora Alves, uma jovem de 18 anos, grávida de 8 meses, foi cruelmente assassinada e teve seu corpo carbonizado e mutilado. Ela havia desaparecido na madrugada de domingo 30/7, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, de 41 anos, pai de seu bebê. Débora estava apaixonada por Romero, contudo, as coisas tomaram um rumo trágico após a descoberta da gravidez, uma vez que o homem é casado.
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De acordo com os relatos, Romero passou a tratá-la mal e a pressionou para que Débora fizesse um aborto, procedimento que ela se recusou. No dia do desaparecimento, a jovem grávida foi ao encontro de Romero que lhe prometeu entregar um dinheiro para complementar o enxoval do bebê. Após sair ao encontro, ela não mais retornou e, posteriormente, seu corpo foi encontrado com sinais de tortura, carbonizado e sem o bebê em um matagal na região da Zona Sul em Manaus.
O caso ganhou grande repercussão e chocou a região, e até mesmo o país, pela brutalidade e crueldade do crime.
A mãe da vítima fez um apelo emocionado durante o funeral para que as autoridades localizassem Romero, apontado como o assassino, e que indicasse o local em que o bebê foi levado, e que ainda não foi encontrado.
A prisão de Gil Romero traz um desdobramento para o caso, e a investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime hediondo que tirou a vida de Débora Alves e de seu bebê Arthur Vinícius. O corpo de Débora foi velado e enterrado, enquanto a comunidade clama por justiça diante dessa tragédia que abalou a todos.






