Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) surpreendeu a direção do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), nessa sexta-feira, 23/5, ao não atender as reivindicações da categoria durante uma reunião rápida, em Brasília.
Elton John, 2º tesoureiro, e Lídia Farias, ambos membros da Comissão Nacional de Supervisão do Sinasefe (CNS-Sinasefe), gravaram um vídeo publicado no YouTube relatando o desfecho inesperado do encontro.
A negativa do MGI gerou um impasse com a categoria. A reunião foi encerrada com a dissolução do Grupo de Trabalho (GT) criado a partir do Termo de Acordo nº 11/2024. Em vez de apresentar análises e respostas sobre as demandas pendentes da greve, o governo negou a continuidade de diversos itens, incluindo a implementação da jornada de 30 horas para todas(os) as(os) técnico-administrativas(os) em educação.
“Fomos surpreendidos porque o governo iniciou a reunião, que durou menos de 30 minutos, dizendo ‘não’ para todas as pautas, encerrando o grupo de trabalho. O governo, de forma unilateral, comunicou que estava encerrando o GT e que a resposta para todas as nossas reivindicações, incluindo as 30 horas, era negativa”, relatou Elton John.
Diante da decisão, o Sinasefe pretende ampliar e reforçar a mobilização em todo o país, buscando pressionar o governo para avançar nas pautas da categoria.
“É muito grave o fato de o governo, em todas as reuniões, afirmar que fazia análises e estudos sobre as pautas, mas nunca ter apresentado qualquer estudo, mesmo com nossa disposição para ajudar. Só foram publicadas as regras de transição da aceleração e da progressão porque houve forte pressão das nossas bases e das gestões de pessoas nas reitorias, no pleno do CONIF e da ANDIFES”, criticou Lídia Farias.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a representação do Sinasefe em Manaus para saber sobre os impactos da decisão do Ministério para os profissionais da educação do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) e demais unidades nos municípios do interior, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.






