Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Dia do Abraço é comemorado anualmente no Brasil em 22 de maio. A data reforça a importância do carinho e do afeto nas relações humanas, especialmente entre os brasileiros, conhecidos por sua afetividade.
A celebração surgiu em 2004, com a campanha “Free Hugs” (abraços grátis), criada pelo australiano Juan Mann, que buscava espalhar empatia e combater o individualismo. O movimento ganhou repercussão mundial em 2006, após um vídeo viral no YouTube, e desde então a data é lembrada em diversos países.
Com a intensificação da hiperconexão digital, especialmente durante a pandemia de Covid-19, esse gesto simples acabou sendo substituído, muitas vezes, por interações virtuais. Para discutir a importância e os benefícios do abraço, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com a psicóloga Giselle Melo e o endocrinologista Mario Jorge Quadros.
O abraço na infância
Segundo a psicoterapeuta Giselle Melo, o abraço é essencial desde os primeiros momentos da vida, pois cria laços afetivos fundamentais entre mãe e filho, refletindo diretamente no desenvolvimento emocional da criança.
“Esse primeiro toque é importante desde a infância, pois promove o processo de vínculo entre mãe e bebê, refletindo em um desenvolvimento emocional saudável e equilibrado. Além disso, fortalece a segurança e a capacidade de expressão. Já a falta de contato físico-afetivo pode acarretar atrasos no desenvolvimento e problemas emocionais”, explica a especialista.

Além dos benefícios na infância, Giselle destaca que abraçar fortalece a autoestima. “O abraço promove a liberação de neurotransmissores que proporcionam sensações agradáveis, fazendo-nos sentir confortáveis, seguros e valorizados. Ele também aproxima as pessoas e permite comunicar emoções e sentimentos”, complementa.
O hormônio do amor
O endocrinologista Mario Jorge Quadros reforça que o abraço é um poderoso aliado da saúde, graças à liberação de hormônios e neurotransmissores relacionados ao bem-estar, com destaque para a oxitocina, conhecida como o “hormônio do amor”.
“Quando abraçamos, nosso corpo libera substâncias associadas ao bem-estar, à conexão social e à redução do estresse. A oxitocina fortalece os laços sociais, aumenta a confiança e reduz o medo. A dopamina proporciona prazer e recompensa; a serotonina melhora o humor e ajuda a combater ansiedade e depressão; as endorfinas promovem conforto e aliviam a dor; e a redução do cortisol favorece um estado de relaxamento”, explica.

Quadros também ressalta que o abraço genuíno transmite segurança, fortalece vínculos afetivos e possui efeito analgésico.
“O contato físico próximo ativa o sistema nervoso parassimpático, induzindo ao relaxamento. O abraço estreita vínculos afetivos, transmitindo empatia, carinho e compreensão. Além disso, pode aliviar dores físicas reais ou suavizar sofrimentos emocionais”, destaca.
Um gesto que cura
Ambos os especialistas concordam que um abraço verdadeiro pode aquecer o coração, acalmar a mente e trazer uma profunda sensação de pertencimento. Neste Dia do Abraço, a reflexão que fica é sobre a importância de manter e valorizar esse gesto simples, mas essencial, para a saúde emocional e física.






