Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O menino Arthur Campos Resende, de 4 anos, está desaparecido há 75 dias. De acordo com a mãe Nayara Campos, depois que o pai da criança foi buscá-lo ela não teve mais contato com o filho.
Nayara fez um apelo nas redes sociais em busca de ajuda para localizar a criança de quem ela afirma “sentir muita saudade”. “Mandados de busca e apreensão já foram expedidos, mas ninguém encontra meu filho. Quem puder me ajude pelo amor de Deus. Eu não aguento mais ficar longe do meu filho”, revelou Nayara aos prantos.
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O Judiciário já determinou a devolução imediata do menino pelo genitor – que até o momento não foi identificado -, mas até agora ninguém o encontrou, sendo o paradeiro de Arthur Campos e do pai desconhecido.


O Portal RIOS DE NOTÍCIAS, conversou neste domingo, 18/5, com a advogada Úrsula Matos que faz parte da Comissão de Direito da Família, da Ordem dos Advogados do Brasil subseção judiciária de Itabuna (BA) e que tem acompanhado de perto o desaparecimento de Arthur e a luta da mãe dele para encontrá-lo.
“O caso da Nayara nos traz questões relevantes: toda mãe deve providenciar a formalização da guarda dos seus filhos, tão logo se separem ou divorciem, ainda que na prática a criança more com a mãe. Essa conduta resguarda os direitos da mãe e da criança, assim como traz segurança jurídica para o núcleo familiar.”, explicou a advogada.
Úrsula Matos é ativista em causas de mulheres que tiveram seus filhos levados ilegalmente por seus genitores e não devolveram mais para as mães, e divulga em suas redes sociais casos parecidos em todo o Brasil.
Legalização
A especialista lembrou que há filhos que moram com as mães desde recém-nascido, porém por não formalizarem a guarda da criança na Justiça elas não têm garantias de que a criança permaneça com elas.
“O caso do Arthur traz um alerta para as mães deste país, porque uma vez estando separada ou divorciada é preciso que a mãe procure o judiciário para formalizar aquilo que já existe na prática que é a guarda dos filhos. Sem a formalização o pai pode pegar a criança, levar, sequestrar e não devolver mais para a mãe que fica com os pés e mãos atados sem saber por onde começar para reaver a criança”, explicou a advogada.
Enquanto isso Nayara Campos segue incansavelmente na luta para tentar localizar o filho Arthur Campos Resende.






