Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A influenciadora digital Virgínia Fonseca esteve na terça-feira, 13/5, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado Federal, onde respondeu a questionamentos sobre cachês recebidos por publicidades e contratos com grandes empresas de apostas online. Com mais de 53 milhões de seguidores no Instagram, Virgínia foi o assunto mais comentado na internet não apenas pelo conteúdo de seu depoimento, mas também por sua postura e escolha de imagem durante a audiência.
O portal RIOS DE NOTÍCIAS entrevistou o consultor de marketing e estrategista de comunicação digital Bruno Rodrigues, que analisou o comportamento da influenciadora durante a sessão, destacando que Virginia adotou uma “estratégia de imagem calculada”.
“Ela criou um ‘escudo’ visual: sem maquiagem, cabelo por fazer e uma camisa de moletom com o rosto da filha. Esses elementos suavizam sua imagem diante da opinião pública e até dos senadores”, explicou.
Bruno também comentou sobre o momento em que a influenciadora “chupou” o microfone, um gesto que viralizou nas redes sociais. “Esse episódio virou meme e, apesar de não parecer 100% intencional, acabou gerando engajamento. Mesmo situações não planejadas podem ser capitalizadas quando o público se envolve“, disse.

Questionado sobre os limites éticos do marketing em espaços públicos, o consultor foi direto e ressaltou a seriedade do ambiente. “O marketing em ambientes públicos deve respeitar contexto, responsabilidade e transparência. O interesse público vem antes do privado, e o comportamento deve ser adequado à seriedade do espaço”.
Habeas Corpus
Virgínia Fonseca, que havia obtido um habeas corpus garantindo o direito de ficar em silêncio, respondeu à maioria das perguntas, mas recusou-se a informar o maior valor que já recebeu em campanhas para empresas de apostas.
A influenciadora também negou ter recebido “cachê da desgraça” — comissões sobre perdas de seguidores em apostas — e afirmou que sua fortuna se deve principalmente à sua marca de cosméticos, a Wepink.
CPI das Bets
A CPI foi instalada em novembro de 2024, e tem funcionamento previsto para até o dia 14 de junho no Senado. Ela conta com dez membros titulares e sete suplentes.
O objetivo da comissão é investigar “a crescente influência dos jogos virtuais de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, além da possível associação com organizações criminosas envolvidas em práticas de lavagem de dinheiro, bem como o uso de influenciadores digitais na promoção e divulgação dessas atividades”.






