Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um ataque marítimo de drones ocorrido neste sábado, 5/8, danificou um navio petroleiro russo, o SIG, perto da Ponte da Crimeia, estratégica ligação entre a Rússia e a Crimeia.
As autoridades marítimas russas relataram que ninguém ficou ferido no ataque, mas a ponte e o transporte de balsas foram suspensos temporariamente. O SIG, propriedade da Transpetrochart com sede em São Petersburgo, foi sancionado pelos EUA em 2019 por fornecer combustível de aviação para as forças russas na Síria.
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As informações sobre a autoria do ataque são conflitantes, com a mídia russa afirmando que o drone era ucraniano e a agência Interfax da Ucrânia citando fontes não identificadas do serviço de segurança ucraniano, alegando que o ataque foi conduzido pelas forças navais e de segurança da Ucrânia em suas águas territoriais, utilizando drones marítimos.
Este não foi o primeiro ataque envolvendo drones na região. Nessa sexta-feira, 4/8, um drone naval ucraniano danificou um navio de guerra russo na base naval de Novorossiysk, a primeira vez que a marinha ucraniana projetou seu poder tão longe da costa do país.
Os ataques têm desempenhado um papel importante na guerra entre Rússia e Ucrânia, com a Ucrânia visando alvos na Rússia para levar a guerra para o território inimigo e influenciar a opinião pública russa.
Enquanto isso, a Rússia bombardeia infraestruturas portuárias na região do Mar Negro, em resposta à negação do acesso ao corredor marítimo que liga a costa ucraniana ao estreito do Bósforo, na Turquia.
As implicações políticas e diplomáticas dos ataques são significativas, com o Ocidente observando atentamente as ações da Ucrânia e a possibilidade de uma escalada maior.
Enquanto a Ucrânia busca encerrar a guerra e expulsar as tropas russas do território ucraniano, a intensificação dos ataques com drones pode influenciar o apoio popular russo à guerra e pressionar as autoridades russas a reconsiderar sua posição.
No entanto, ações adicionais desse tipo também podem levar a retaliações e potencialmente aumentar as tensões regionais.






