Redação Rios
Alita Falcão – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Parintins, município a 369 quilômetros de distância de Manaus, pode-se dizer que foi um sucesso.
Além da adesão massiva da população, que tradicionalmente sempre deu a Lula votação expressiva no município – a exemplo da passada onde mais 83% dos votos -, o presidente também conseguiu agregar em cima do mesmo palco fortes opoentes políticos do Estado.
Eduardo Braga (MDB), Wilson Lima (UB) e Bi Garcia (UB) trocaram cumprimentos e fizeram a política da boa vizinhança, tudo para agradar a maior autoridade do país.
Leia também: Em Parintins, Lula garante ‘olhar atento’ para demandas do AM
Nos bastidores não era bem assim. Dizem as más línguas, que as vaias ao governador Wilson Lima, na verdade, foram direcionadas pelo prefeito parintinense Bi Garcia e pelo senador Eduardo Braga, por ele ter apoiado Jair Bolsonaro (PL) na eleição passada.


Braga e Wilson disputaram o segundo turno ao Governo do Estado. Wilson levou a melhor, mas seu candidato à Presidência da República foi derrotado.
Motivo da ciumeira de Braga, que fez campanha para Lula, perdeu, e agora assiste a aproximação de Lima com o presidente.
Já Bi Garcia, mesmo sendo do partido do governador, o União Brasil, resolveu virar a casaca na eleição passada e apoiar Braga, acirrando a richa política com Wilson Lima.
‘Coração de mãe’
Apesar das vaias, Wilson Lima saiu fortalecido do evento, isso porque o próprio presidente Lula demonstrou desconforto com a situação e foi responsável por abafar os gritos.

Como diz o povo, Lula deu sinais de que seu governo é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. Ele se posicionou ao lado de Lima durante todo seu discurso, em forma de apoio, que ao final da fala ainda saiu aplaudido.
O presidente também fez várias referências ao governador do Amazonas em seu pronunciamento, inclusive assumindo compromisso em não apenas olhar para a floresta, mas para os povos que vivem nela, em resposta ao pleito feito por Wilson.
Ao que tudo indica Wilson não corre risco de ficar na ‘geladeira da oposição’, quando é comum enfrentar dificuldades para liberação de orçamento e outras demandas do Estado. Ele soube rapidamente costurar sua aproximação com atual Governo Lula e assim garantir os investimentos necessários ao Amazonas.






