Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Nos dias atuais, a preocupação com o envelhecimento saudável e a qualidade de vida na terceira idade tem se tornado uma pauta cada vez mais relevante na sociedade. À medida que a expectativa de vida aumenta, surge a necessidade de entendermos e abordarmos os desafios e oportunidades relacionados a esse processo natural da vida humana.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o envelhecimento saudável como “o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar na idade avançada”. Isso significa que não basta apenas viver mais, mas também viver bem, desfrutando de independência, autonomia e uma boa condição física e mental.
A Dra. Norma Jatoba, gastroenterologista, enfatiza que além da genética, os hábitos de vida têm um impacto significativo no processo de envelhecer. Ela ressalta que apenas 25% do envelhecimento é influenciado pelo DNA e pela genética, enquanto o restante está diretamente relacionado ao estilo de vida adotado.
“DNA e genética é só 25%, o restante todo é o estilo de vida, é isso que vai fazer com você tenha uma vida longa e saudável. É qualidade e a forma que a gente vive“, explica Norma.
Isso significa que nossas escolhas diárias, como alimentação, atividade física, gerenciamento do estresse e qualidade do sono, têm um papel fundamental na promoção de uma vida longa e saudável.
Alimentação
Um dos aspectos mais importantes para um envelhecimento saudável é a alimentação. Escolhas alimentares equilibradas e nutritivas contribuem para a manutenção da saúde, prevenindo doenças crônicas e promovendo o bom funcionamento do organismo.
Além disso, a prática regular de atividade física também é fundamental para o bem-estar na terceira idade. Estudos recentes têm demonstrado que o sedentarismo está associado a um maior risco de desenvolver doenças neurodegenerativas e problemas de saúde em geral.
“Alguns estudos recentes ligam o sedentarismo com as doenças neurodegenerativas. É preciso envelhecer com autonomia e independência, chegar aos 80 ou 90 anos, se locomovendo bem, entendendo bem, tendo uma boa cognição e uma boa relação com o entorno, e para isso pequenos hábitos podem ajudar. Como a alimentação, fazer atividade, gerenciar o estresse, ter um bom sono, tudo isso é um indicativo de longevidade”
Dra. Norma Jatoba, gastroenterologista

Alerta
Apesar dos avanços em conscientização sobre a importância do envelhecimento saudável, ainda existem desafios a serem enfrentados. No Brasil, por exemplo, a população está passando por um rápido processo de envelhecimento, com o segmento de pessoas idosas apresentando um crescimento significativo, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As palavras da Dra. Norma Jatoba são um alerta importante para a sociedade, pois refletem uma realidade que precisa ser enfrentada e transformada. O aumento significativo da população idosa traz consigo desafios que exigem uma preparação adequada em termos de cuidados e tratamentos.
“As pessoas têm dificuldade em entender o óbvio, temos uma taxa no país de idosos muito alta, e de nascimento muito pequena. A população de idosos que aumenta, são idosos que utilizam vários remédios e sem capacidade de se gerir física, emocional e financeiramente. E não dispomos na rede pública e particular condições de suportar isso, o envelhecimento muito grande, doente”, disse Jatoba.
Envelhecer é uma parte natural da vida, e todos estão destinados a passar por esse processo. Ao abraçar o envelhecimento com uma mentalidade positiva e adotar um estilo de vida saudável, é possível desfrutar de uma longevidade plena, evitando complicações de saúde que poderiam afetar a qualidade de vida.






