Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Manaus já contabiliza 24 casos confirmados de mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos (monkeypox), todos registrados em homens. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado nesta semana pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), com base em registros feitos entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2025.
Ao todo, o estado recebeu 47 notificações de casos suspeitos, sendo 24 confirmados, 22 descartados e um ainda em investigação. Todos os diagnósticos positivos são de moradores da capital amazonense. Até o momento, não há registro de óbitos pela doença no estado.
Perfil dos casos
A faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, com 15 casos (62,5%). Em seguida aparecem os grupos de 20 a 29 anos, com 6 casos (25%), e de 40 a 49 anos, com 3 casos (12,5%).
Entre os sintomas mais comuns relatados pelos pacientes estão:
- Febre (71%)
- Dor muscular e fraqueza
- Lesões na pele (58%)
- Lesões genitais ou perianais (54%)
A distribuição mensal dos casos aponta que o pico ocorreu em janeiro, com 13 confirmações. Em fevereiro, foram registrados 3 casos; em março, 6; e em abril, 2 casos até o dia 9.
O boletim completo pode ser acessado no site oficial da FVS-RCP: www.fvs.am.gov.br
Medidas de prevenção
Diante do avanço da doença em 2025, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para conter o contágio da mpox. A doença viral é transmitida principalmente por contato direto e prolongado com pessoas infectadas, especialmente por meio de lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados.
As principais recomendações são:
- Evitar contato direto com lesões cutâneas, crostas ou fluidos corporais
- Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel
- Praticar sexo seguro, com uso de preservativos
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar
- Utilizar máscaras em ambientes fechados ou com pouca ventilação
- Manter boa higiene pessoal, incluindo a desinfecção de objetos de uso individual
A FVS-RCP reforça que a adoção dessas práticas é essencial para impedir a disseminação do vírus em Manaus e nas demais regiões do estado.






