Redação Rios
MANAUS (AM) – A Prefeitura de Manaus acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de derrubar a decisão da Justiça que manteve o valor da passagem de ônibus em R$ 4,50, mas o STJ pediu mais informações antes de tomar uma decisão. Com isso, as negociações entre o Ministério Público do Amazonas (MPAM) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) foram retomadas nesta quarta-feira, 2/4, na sede do MP.
O que foi discutido?
Durante a reunião, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) apresentou os cálculos que justificariam um possível aumento na tarifa. O IMMU, por sua vez, explicou os custos do transporte coletivo, incluindo combustível, manutenção dos ônibus, pagamento de motoristas e cobradores e impostos.
Além disso, o MP cobrou das empresas o cumprimento de exigências do contrato com a Prefeitura, como a renovação da frota e a garantia de ônibus adaptados para pessoas com deficiência.
Impacto para os trabalhadores e comércio
Outro ponto discutido foi um estudo da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Manaus, que alertou para os efeitos negativos do aumento do vale-transporte para R$ 6. Segundo o documento, muitas empresas poderiam reduzir contratações e os trabalhadores passariam a usar meios alternativos, como transporte por aplicativo, diminuindo a demanda pelo transporte público.
Para minimizar o impacto, a CDL sugeriu um aumento gradual: R$ 5,50 em um ano e R$ 6 em dois anos.
A Prefeitura de Manaus vai analisar as propostas apresentadas, e uma nova reunião foi marcada para 17/4. Na ocasião, será decidido se o aumento da tarifa será aplicado e de que forma.
*Com informações da assessoria






