Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Professores da rede pública estadual realizaram um ato público nesta segunda-feira, 31/3, em frente à sede da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc), no bairro Japiim, para exigir a abertura imediata de negociações sobre a data-base, reajuste salarial e o pagamento da terceira parcela do precatório do FUNDEF, que está atrasada desde 2023.
Reivindicações principais
Os manifestantes afirmam que:
- O reajuste da data-base (vencido em 1º de março) que não foi aplicado no salário de março;
- Exigem 13,22% de correção inflacionária mais 3% de aumento real;
- Cobram o pagamento da 3ª parcela do precatório do FUNDEF, previsto para 2024 e ainda não quitado;
- Reivindicam melhores condições de trabalho, com uma pauta de 20 itens relacionados a problemas estruturais nas escolas.
Falta de diálogo com a Seduc
Lambert Melo, coordenador jurídico do Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), declarou que a categoria não foi recebida pela secretária Arlete Mendonça para tratar das demandas evitando um possível indicativo de greve.
“Estamos aqui para pressionar o início das negociações. Se não houver resposta, convocaremos uma Assembleia Geral para decidir os próximos passos, que podem incluir medidas mais fortes”, afirmou Melo.
O que é o FUNDEF?
O antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) destinava 60% de seus recursos para salários de profissionais da educação básica entre 2000 e 2006. Os professores que atuaram nesse período têm direito a receber os precatórios pendentes.
Próximos passos
A categoria aguarda um posicionamento oficial da Seduc. Caso não haja avanços, o sindicato deve convocar uma greve ou novas mobilizações. A Seduc foi contactada pela REPORTAGEM, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.












