Redação Rios
PRESIDENTE FIGUEIREDO (AM) – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realizou, na última quinta-feira,27/2, uma operação de fiscalização ambiental em Presidente Figueiredo, a 117 km de Manaus. A ação resultou em multas que somam R$ 1.440.500 por infrações como extração ilegal de minérios, armazenamento irregular de madeira e danos ambientais na região.
A maior parte das penalidades, totalizando R$ 1,010 milhão, foi aplicada devido à extração ilegal de recursos minerais e ao assoreamento de um igarapé causado pela atividade. Outras multas incluem R$ 100.500 por extração sem licença, R$ 300 mil por retirada ilegal de areia e R$ 30 mil pelo armazenamento de madeira sem comprovação de origem legal.
Além das autuações, foram apreendidos 100 metros cúbicos de madeira irregular, uma pá carregadeira, um caminhão, uma caçamba e uma serraria móvel.
Durante a fiscalização, foi identificado que o responsável pela atividade extraía material de aterro sem licença ambiental, provocando o assoreamento de um igarapé. “Ele realizava a retirada de recurso mineral sem autorização, causando impacto direto no curso d’água, o que agrava ainda mais a infração”, afirmou o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço.
A extração de minérios é uma das principais causas do assoreamento dos rios. O processo envolve desmatamento e remoção de grandes volumes de solo e rochas, que, levados pelas chuvas, acabam depositados nos cursos d’água. O assoreamento ocorre quando terra, lixo e matéria orgânica se acumulam no fundo dos rios, alterando seu fluxo natural.
Outra irregularidade constatada foi o recebimento de madeira sem documentação válida. “Ele está recebendo madeira irregular, serrada com motosserra. Parte da madeira está regular, mas será necessário um ajuste administrativo, pois o saldo no sistema não corresponde à quantidade encontrada aqui, e ele será zerado”, explicou um agente da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) do Ipaam.
Os fiscais também identificaram o uso indevido do Documento de Origem Florestal (DOF). “O responsável alega que está recebendo madeira legalizada por meio do DOF em um local específico, mas, na verdade, a madeira serrada está sendo adquirida em outra região e coberta por esse documento de forma irregular”, detalhou um fiscal.
A operação teve como objetivo coibir crimes ambientais e garantir que a extração mineral e o comércio de madeira sigam as normas ambientais vigentes.
*Com informações da assessoria






