Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os populares filtros de stories criados por terceiros no Instagram serão removidos globalmente nesta terça-feira, 14/1. A medida, anunciada pela Meta em agosto de 2024, gerou um intenso debate entre os usuários, especialmente aqueles que utilizam essas ferramentas como parte essencial de sua presença digital. Muitos afirmam que os filtros são uma forma de melhorar a aparência e evitar exibir o rosto sem interferências digitais.
A decisão da Meta marca uma mudança significativa no uso da plataforma e afeta diretamente a relação dos usuários com a própria imagem. Os filtros que prometem “embelezar” os rostos impactaram comportamentos e moldaram padrões de interação nas redes sociais. Agora, sem essa opção, os usuários são desafiados a se conectar com sua aparência natural.
Diante da repercussão, o portal RIOS DE NOTÍCIAS entrevistou a psicóloga especialista em saúde emocional Deborah Pacheco, que analisou os impactos da mudança na saúde mental e na autoestima dos usuários.
“Um convite à aceitação pessoal”
Para Deborah, a retirada dos filtros pode ser interpretada como um convite implícito para que as pessoas se reconectem com sua imagem real, algo que pode ser desafiador para quem já enfrenta dificuldades com a autoconfiança.
“O fim dos filtros representa um passo importante para combater a pressão por perfeição nas redes sociais e incentivar debates sobre aceitação e bem-estar emocional. É uma oportunidade de olharmos para nós mesmos de forma mais empática e acolhedora.”
Deborah Pacheco, psicóloga
Deborah destaca que o momento é propício para refletir sobre a relação das pessoas com sua autoimagem em uma era tão marcada por aparências digitais. “Como estamos cuidando da nossa saúde mental diante desse cenário? Será que estamos nos permitindo sermos mais autênticos? Essa mudança pode parecer apenas tecnológica, mas é, na verdade, um chamado ao autocuidado e ao fortalecimento da relação com quem realmente somos.”
O peso das comparações
A especialista também alerta sobre o impacto das comparações impulsionadas pelas redes sociais. “Reforço constantemente a meus pacientes e seguidores que a base para uma vida emocional saudável está em desconstruir comparações e fortalecer a relação com quem somos de verdade”, explica Deborah.
Ela ressalta que a busca por padrões estéticos inatingíveis, frequentemente promovidos nas redes sociais, afeta diretamente a autoestima e a autoconfiança. “A pressão para se adequar a esses ideais pode ser muito nociva. Precisamos desenvolver a consciência do quanto essas influências nos afetam e trabalhar para ressignificar nossas crenças, construindo uma imagem de nós mesmos que seja mais real, autêntica e acolhedora”, acrescenta a psicóloga.
Para Deborah, a remoção dos filtros pode servir como um marco para que os usuários priorizem o autocuidado e enfrentem os desafios de enxergar sua beleza real sem máscaras digitais.






