Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O vereador David Reis (Avante), favorito para reassumir a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2025, demonstrou confiança ao declarar em suas redes sociais: “Os bons tempos estão voltando!”, relembrando sua gestão no biênio 2021-2022.
A publicação veio acompanhada de uma imagem destacando a liderança da CMM no ranking de controle interno das Câmaras Municipais em 2021, período em que esteve à frente da Casa Legislativa.

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Reis conta com apoio direto do prefeito David Almeida (Avante) e da base aliada, composta por Agir, Avante, DC, MDB e PSD, que juntos somam 17 vereadores. Além disso, ele tem se articulado com vereadores de oposição e novatos eleitos, garantindo um total de pelo menos 30 apoios — bem acima dos 21 votos necessários para vencer a eleição marcada para 1º de janeiro.
Dentre os opositores conquistados estão Diego Afonso (União), que inicialmente cogitou candidatura, e outros nomes como Yomara Lins (Podemos), Thaysa Lippy (PRD), Marcelo Serafim (PSB), Jaildo Oliveira (PV), Allan Campelo (Podemos), Marcelo Serafim (PSB), Professora Jacqueline (União), Rosivaldo Cordovil (PSDB), Everton Assis (União), Ivo Neto (PMB) e Raiff Matos (PL) também participaram de reuniões com Reis.
Entre os novos vereadores eleitos, Reis tem conquistado apoio de Sergio Baré (PRD), Saimon Bessa (União), Marcos Castilho (União), Aldenor Lima (União), Rodinei Ramos (Avante), João Paulo Janjão (Agir) e Carlos Pai Amado (Avante).
Oposição
A única candidatura de oposição declarada até o momento é de Rodrigo Guedes (PP), que anunciou sua chapa na última sessão do ano, em 13/12, prometendo ser uma alternativa à “subordinação” da CMM à Prefeitura.
Apesar disso, Guedes conta apenas com o apoio oficial de Sargento Salazar (PP) e Zé Ricardo (PT), vereadores mais votados do pleito. Para validar a chapa, ele precisa preencher todos os 10 cargos da mesa diretora, tarefa que se mostra desafiadora diante do número limitado de aliados.
Gastos na gestão de David Reis
A gestão de David Reis na CMM foi marcada por críticas devido a altos gastos, como o projeto de R$ 32 milhões para novos gabinetes, apelidado de “puxadinho”, barrado pela Justiça. Outros exemplos incluem a tentativa de alugar 41 picapes para vereadores, também vetada, e a compra de “Kits Selfie” por R$ 640 mil. Além disso, houve investimentos milionários em estacionamento, reforma do Plenário e inauguração de um novo anexo.
O peso da presidência da CMM
O presidente da Câmara administra um orçamento de R$ 301,2 milhões em 2025, além de comandar contratações de bens e serviços. O cargo concede ao presidente poder de pautar projetos, definindo o que será votado e quando, o que pode acelerar ou atrasar matérias de interesse.






